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05/01/2016 07h26
H6 -MÓDULO - Conceitos didáticos e pedagógicos

SUMÁRIO


INTRODUÇÃO


Abaixo vão  definições de alguns termos e expressões utilizados nos materiais didáticos do Espiritismo.


DISTINÇÃO ENTRE ASSUNTO E TEMA


  • ASSUNTO: Assunto é uma descrição daquilo sobre o que se conversa, fala ou escreve. É um enunciado amplo, geral, que pode ser desdobrado em temas. Um assunto pode ser recortado em vários temas. Assunto é a generalização; tema, a especificação. 

Caridade, Doutrina Espírita, Lei de Causa e Efeito são assuntos, que comportam vários temas.

  • TEMA: Tema é um recorte do assunto. É um assunto específico, mais focalizado, que resulta num problema ou ponto de vista, dando margem à análise e discussão.

    Do assunto Caridade podem ser extraídos vários temas: Caridade e amor ao próximo, Caridade material e caridade moral, Fora da caridade não há salvação, Caridade e perdão das ofensas. 

    Com base no assunto Doutrina Espírita, entre outros temas, podemos explanar sobre Aliança da ciência e da religião, O Consolador Prometido, Precursores do Espiritismo, Princípios básicos da Doutrina Espírita.

    E o assunto Causa e Efeito pode ser explorado mediante vários temas: Causas anteriores das aflições, Expiações coletivas, Prova e expiação, Sofrimentos voluntários.

  • DELIMITAÇÃO DO TEMA: Delimitar é definir os aspectos sob o qual o tema será focalizado.

    Estabelecido o tema, há necessidade de ajustá-lo ou restringi-lo, tornando-o ainda mais específico e preciso. Isso permite que se saiba exatamente sobre o que se vai falar. Essa delimitação é necessária, senão corre-se o risco de a explanação se constituir de uma série de frases genéricas, reveladoras de uma abordagem muito superficial ou de desconhecimento do assunto.

    Delimitado, assim, o tema, devemos estruturar nossa fala com base nos seus pontos fundamentais, tendo em vista os objetivos da palestra, a mensagem que se quer passar, o tempo disponível e o perfil do público destinatário da explanação. 

  • TITULAÇÃO: Titular – ou intitular – significa dar título a.

Titulação é a ação ou resultado de intitular. Aqui no nosso caso, é a palavra ou designação com que se identifica uma palestra.

Títulos devem ser atraentes, sem ser chamativos. Não devem ser curtos nem longos demais. Devem ser objetivos e claros, e não prolixos e obscuros. Não devem ser afetados, e sim simples e despretensiosos.

Quanto a esse tópico, diz René Franzolin (1, p. 50):

Dê um título sugestivo, evite títulos genéricos ou muito popularizados. Em vez de intitular: “o perdão”, você pode denominar de “a influência do perdão na felicidade”.

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OBJETIVOS COMPORTAMENTAIS


  • OBJETIVO: ​Objetivo é aquilo que se quer alcançar. Um objetivo é a descrição de um desempenho que você deseja que seus alunos sejam capazes de exibir, antes de os considerar competentes. Um objetivo descreve um resultado que se pretende alcançar com o ensino, de preferência processo de ensino propriamente dito. (MAGER, 1976).

OBJETIVOS EDUCACIONAIS se referem às modificações que se desejam observar no comportamento do estudante como resultado de experiências. Para observar essas modificações são necessários CRITÉRIOS. Critério é a evidência, a prova ou comprovante que se vai aceitar como garantia de que o objetivo proposto foi em parte ou totalmente realizado. Isso se faz por meio de testes, exames, padrões estabelecidos, etc. O uso desses instrumentos constitui uma AVALIAÇÃO, que é o julgamento sobre resultados, isto é, a comparação entre o que foi realizado com o que se pretendia alcançar. (ESTEVES, 1972).

Fonte: O. P. Esteves, Objetivos educacionais, 1972.

Objetivos imediatos do ensino: Geralmente, são os seguintes: (a)​ memorização de informações; aquisição de compreensão e de conhecimento; (b) aquisição e domínio de habilidades ou técnicas; (c) formação de apreciações ou de juízos de valor. (CARVALHO, 1979)

Objetivos comportamentais: São objetivos formulados em termos de comportamento, isto é, uma atividade que possa ser visualizada. Objetivos comportamentais explicitam como a pessoa deve agir, pensar ou sentir.

Classificação dos objetivos comportamentais: Na tentativa de formular um esquema de classificação, uma taxonomia dos objetivos educacionais, foram inicialmente estabelecidos dois tipos de objetivos. Os GERAIS: estão presentes ao longo de todo o período de instrução. E os ESPECÍFICOS, usualmente limitados a conceitos e princípios próprios da disciplina.

Depois, com Bloom e seus colaboradores, chegou-se a uma taxonomia de objetivos escalonados num continuum, do concreto para o obstrato e do simples para o complexo: DOMÍNIO COGNITIVO: objetivos relativos à memória ou reconhecimento de conhecimento e ao desenvolvimento de habilidades intelectuais. DOMÍNIO AFETIVO: objetivos relativos a mudança de interesse, atitudes e valores e ao desenvolvimento de apreciações e ajustamentos adequados. DOMÍNIO PSICOMOTOR: objetivos relativos a habilidades musculares ou motoras, tais como a manipulação de um aparelho. (SUND & PICARD, 1978).

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MÉTODOS E TÉCNICAS DIDÁTICOS


  • DIDÁTICA: Arte e a Técnica de orientar a aprendizagem.
  • APRENDER: Modificar o comportamento por meio do treino ou da experiência.
  • ATIVIDADES DE ENSINO: Situações criadas pelo professor para que o aluno viva certas experiências necessárias para acarretar mudanças intelectuais, afetivas e motoras. (BORDENAVE; PEREIRA, 2002).
  • MÉTODO: (1) Na sua acepção mais genérica e mesmo etimológica, método é o caminho a seguir, implicando um conjunto de processos ou etapas sucessivos. Caminho para algo, uma ação encaminhada a um fim, um meio para conseguir um objetivo determinado. É, portanto, a marcha do raciocínio na investigação do verdadeiro, ou de atividade qualquer na direção de determinado objetivo. (2) A arte de dirigir o espírito na investigação da verdade. 
  • MÉTODO DIDÁTICO: É o conjunto de procedimentos escolares, logica e psicologicamente estruturados de que se vale o professor para orientar a aprendizagem do educando, a fim de que este elabore conhecimentos, adquira técnicas ou assuma atitudes ou ideias. (NÉRICI, 1981)
  • TÉCNICAS: É, geralmente, um conjunto de processos de uma arte ou ciência, uma maneira habilidosa de agir.
  • TÉCNICAS DIDÁTICAS: É, também, o procedimento escolar logica e psicologicamente estruturado, destinado a dirigir aprendizagem do educando, porém em um setor limitado da fase de estudo de um tema, como na apresentação, elaboração, síntese ou crítica do referido tema. Em outras palavras: técnica didática é o recurso particular de que se vale o professor para a efetivação dos propósitos do método. Um método utiliza uma série de técnicas. (NÉRICI, 1981).
  • TÉCNICAS DE ENSINO: São maneiras particulares de organizar as condições externas favoráveis à aprendizagem. Como visto acima, método implica o caminho a seguir. Seguir um caminho pode implicar a realização de diversas etapas sucessivas. Essas etapas são as técnicas de ensino. Desse modo, técnica é a operacionalização do método.
  • RECURSOS DIDÁTICOS ou DE ENSINO: São componentes do ambiente de aprendizagem que dão origem à estimulação para o aluno. (GAGNÉ, R. In MANUAL/ESDE).

​Adotam-se, muitas vezes, as expressões INSTRUMENTOS DIDÁTICOS ou FERRAMENTAS  DIDÁTICAS como sinônimas de RECURSOS DIDÁTICOS.

  • RECURSOS AUDIOVISUAIS: São assim denominados os recursos de ensino que estimulam diretamente a visão e/ou audição. (PILETTI, R. In MANUAL/ESDE).

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TERMOS ESCOLARES


  • ESTUDO: Aplicação do espírito para aprender. Trabalhos que precedem a execução de um projeto.
  • ESTUDAR: Aplicar a inteligência a, para aprender. Dedicar-se à apreciação, analisar. Aplicar o espírito, a memória, a inteligência, para saber ou adquirir instrução ou conhecimento.
  • SISTEMA: Disposição das partes ou dos elementos de um todo, coordenados entre si, e que funcionam como estrutura organizada.
  • SISTEMATIZADO: O que foi metodicamente agrupado, formando um corpo de doutrina.
  • ESTUDO SISTEMATIZADO: Estudo metódico, gradativo, partindo dos conceitos e princípios mais simples para os mais complexos.
  • ESTUDO SÉRIO: O que caracteriza um estudo sério é a continuidade que se lhe dá.  Allan Kardec, Introdução (VIII) de O Livro dos Espíritos.
  • DISCIPLINA: Área do conhecimento humano, especialmente aquela que constitui matéria de ensino escolar. 
  • MATÉRIA: Conteúdo de uma disciplina de estudo.
  • CONTEÚDO: Como aspecto de um currículo [= conjunto das matérias de um curso], significa conhecimentos, habilidades, valores e atitudes que são selecionados, organizados e apresentados por meio de experiências de aprendizagem ao aluno, para ajudá-lo a um desempenhar de acordo aos objetivos. (BORDENAVE; PEREIRA, 2002).

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AGENTES DE ENSINO E EXPOSIÇÃO


  • COORDENADOR: (1) Quem coordena. É o responsável pelo bom andamento de todo o trabalho. É aquele que influencia o pensamento e as atitudes dos coordenados, levando-os a se portarem de forma a que a meta pré-estabelecida seja mais facilmente atingida. (MANUAL/ESDE). (2) Pessoa que orienta ou dirige (equipe, departamento, projeto, evento, curso)
  • MONITOR: Aquele que, numa sala de aula, auxilia o professor. Aquele que orienta, incentiva, envolve a turma buscando levá-la ao atingimento da meta pré-estabelecida. Aquele que, dentro da sala de aula, transmite o tema, apresentando-o através de uma organização lógica, buscando a participação de todos, pois o processo de aprendizagem, no E.S.D.E., não é estático, mas dinâmico. (MANUAL/ESDE).
  • TUTOR: (1) Pessoa designada para orientar pessoas em treinamento na execução de técnicas ou procedimentos. (2) Aluno designado para auxiliar outros alunos.
  • FACILITADOR: Pessoa responsável por liderar, motivar e facilitar os participantes de grupos de estudo, especialmente na aplicação de dinâmicas.
  • EXPOSITOR: Pessoa que expõe ou interpreta (esclarece) um texto, uma teoria, uma doutrina.
  • ORADOR: Que tem o dom da palavra; o que faz uma oração ou discurso.
  • PROFESSOR: Individuo que ensina uma arte, uma ciência, uma língua, etc.
  • PREGADOR: Aquele faz pregação.
  • TRIBUNO: Orador

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TERMOS DO PLANEJAMENTO DE ENSINO


  • PLANEJAR: (1) Fazer o plano de; projetar. (2) Elaborar plano, programa, roteiro. (3) Programar, planejar, planear 
  • PLANEAR: Planejar, planificar, programar.
  • PLANIFICAR: Planejar, planear, programar.
  • PROGRAMAR: Planejar, planificar, planear.
  • PLANEJAMENTO: (1) Ato de projetar um trabalho, serviço ou mais complexo empreendimento. (2) Determinação dos objetivos ou metas de um empreendimento, como também da coordenação de meios e recursos para atingi-los.
  • PLANIFICAÇÃO: Ação ou resultado de planificar. O mesmo que planejamento ou programação.
  • PROGRAMAÇÃO: Planejamento ou planificação das atividades de uma pessoa, instituição, empresa etc. para determinado período.
  • CICLO DE PALESTRAS: Série de palestras planejadas para ocorrer num determinado período de tempo (semanal, mensal, anual)

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TERMOS DE ARGUMENTAÇÃO


  • OPINIÃO é um modo de ver, de pensar. É afirmar qualquer coisa estribado em razões pessoais. É um modo de ver que não se apoia muitas vezes em fundamento certo. É subjetiva e nem sempre merecedora de crédito.
  • ENUNCIADO: Exposição sumária de uma verdade expressa, sem desenvolvimento nem explicação, com a finalidade de demonstrá-la: Enunciado de um teorema.
  • ASSERÇÃO:.(Lógica) - Proposição declarativa, em forma afirmativa ou negativa, que se tem como completa, independentemente se ser verdadeira ou falsa.
  • FATO: É um acontecimento, um ato, a coisa feita. O fato é verdadeiro, uma realidade inquestionável.
  • FENÔMENO: Fato, aspecto ou ocorrência, que pode ser observado, ou, ainda, descrito e explicado cientificamente.
  • CONHECIMENTO é a apropriação de um objeto pelo pensamento, fundamentado em evidências da percepção, com métodos e técnicas considerados irrefutáveis.
  • LÓGICA é a forma de raciocínio que conduz ao conhecimento da verdade. Facilita, organiza e dá coerência às ideias.
  • MÉTODO: Indica o que fazer. Conjunto de etapas e processos a serem vencidos ordenadamente na investigação dos fatos ou na procura da verdade.
  • TÉCNICA: Indica como fazer. Conjunto de procedimentos peculiares a cada etapa do método, que apresenta uma forma mais hábil, segura e perfeita de se realizar algo.
  • ANÁLISE: É um processo metódico de tratamento do objeto em estudo, que decompõe ou desdobra o todo em partes, ou em seus elementos constituintes, passando a estudar esses elementos, visando a conhecer a totalidade.
  • RACIOCÍNIO: É a ação ou resultado de raciocinar, de organizar e relacionar informações logicamente por meio da inteligência.
  • ARGUMENTO: É o raciocínio que se pretende baseado em fatos e em relações lógicas a partir deles, usado para se chegar a uma conclusão ou para justificá-la, para convencer alguém de algo etc.
  • ARGUMENTAR: É provar um enunciado, demonstrar uma afirmação, raciocinando dentro de padrões lógicos, apoiando-se na evidência dos fatos.

Ref.: Como melhorar sua comunicação. Renê I. Franzolin - Dicionário Aulete Eletrônico.

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REFERÊNCIAS


  • BORDENAVE, Juan Díaz; PEREIRA, Adair Martins. Estratégias de ensino-aprendizagem. Petrópolis, RJ, Vozes, 2002.
  • CARVALHO, Irene Mello. O Processo Didático. Rio de Janeiro, FGV, 1979.
  • ESTEVES, O. P. Objetivos Educacionais. Rio de Janeiro, Arte & Indústria, 1972.
  • MAGER, Robert F. A formulação de objetivos de ensino. Porto Alegre, RS, Globo, 1976.
  • NÉRICI, Imídeo G. Metodologia do ensino - Uma introdução. São Paulo, Atlas, 1981.
  • SUND, Robert B. PICARD, Anthony J. Objetivos comportamentais e medidas de avaliação. São Paulo, EPU, 1978.
  • CURSO PARA INSTRUTORES - Como aplicar uma boa aula na Casa Espírita. Brasília, Auta de Souza, 2006.
  • TÉCNICAS DE ENSINO. DIJ/UEM - União Espírita Mineira. Belo Horizonte, 1994.
  • MANUAL/ESDE. Manual do Curso de Coordenadores de Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita - ESDE. Brasília, FEB

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Publicado por ALGuimaraes em 05/01/2016 às 07h26
 
04/01/2016 13h00
G3 - MÓDULO - Preparando o improviso

Instrutor Guima

Caro(a), 


O texto abaixo — Preparando o improviso — ensina que se você não estiver preparado para falar, não fale!

Mas quando não há outra saída, o que fazer? Bem, aí o jeito é fazer uma “breve apresentação improvisada”. Ou preparar o improviso.
 
Na verdade, os oradores sabem de antemão que podem, às vezes, ser chamados a falar em certas oportunidades, e, por isso, entre as suas habilidades está o “improviso planejado”, isto é, o estar sempre mais ou menos preparado para falar
sem ter preparado o que falar.
 
O texto ensina a "improvisar" mediante a utilização do 
Esquema em cruz, uma espécie de roteiro para qualquer apresentação, além de trazer dicas práticas e úteis para quem precisa falar em público.

Boa leitura, e bom proveito no uso do Esquema em cruz.



Fonte:

GUIMARÃES, Antônio Carlos. Preparando o improviso. - [Coletânea GEF – Gerir, Ensinar, Falar] Lambari: Ed. do Autor; Belo Horizonte: Antônio Carlos Guimarães - 2013.


 


Publicado por ALGuimaraes em 04/01/2016 às 13h00
 
03/01/2016 22h58
J4 - MÓDULO - Verbos de ação e alguns de seus significados

Instrutor Guima

Caro(a),

A lista abaixo com Verbos de ação e alguns de seus significados visa a facilitar a formulação de objetivos estratégicos, bem como a descrição de ações e projetos do planejamento estratégico da instituição.

Faça bom uso deles.



(*) A barra  / separa significados extraídos de um e de outro dicionário desses citados abaixo.


Fontes:

  • Francisco da Silva Borba [Coord.]. Dicionário Gramatical de Verbos do Português Contemporâneo do Brasil - São Paulo: Unesp, 2a. edição, 1990.
  • Antônio Houaiss. Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa – Rio de Janeiro; Objetiva, 1a. edição, 2001.

 


Publicado por ALGuimaraes em 03/01/2016 às 22h58
 
03/01/2016 22h23
H7 - MÓDULO - Verbos da didático-pedagogia

Instrutor Guima

Caro(a),

Abaixo vai uma lista de verbos utilizados na preparação de materiais didáticos.

Faça bom uso deles.



VERBOS PARA DESCREVER CAPACIDADES HUMANAS (Gagné)


CAPACIDADES                        VERBOS                              EXEMPLOS


1. Atitude                           Escolher, Decidir             ... escolher a palestra como fonte de informação


2. Destreza motora            Executar, Fazer            ... executar a exercitação prevsta no módulo         


3. Informação                       Repetir, Dizer                      ...dizer os objetivos da palestra pública


4. Habilidade intelectual

  • Resolução de problemas  -  Gerar, Aplicar, Redigir, Desenvolver      ...redigir as metas da instituição
  • Princípios ou regras  -  Demonstrar, Descrever, Concluir, Estabelecer      ...demonstrar a...
  • Conceito concreto -      Identificar, Resumir, Selecionar                 ...Identificar na série abaixo a...
  • Conceito definido -      Classificar, Especificar                                ...classificar a coluna direita de...
  • Discriminação -          Discriminar, Diferenciar                                 ...discriminar...

5. Estratégia cognitica          Elaborar, Inventar                                      ...elaborar uma lista de


Fontes:

  • Como Estudar - James Deese e Ellin K. Deese - Freitas Bastos, RJ, 10a. edição, 1982
  • O Estudo Dirigido - Paulo Afonso Caruso Ronca - Ed. Autores Associados/Cortez, SP, 1982
  • Arte de ensinar e arte de aprender – Norman MacKenzie; Michael Eraut; Hywel C. Jones – FGV, RJ, 1974
  • Objetivos educacionais – O. P. Esteves – Arte & Indústria, RJ, 1972
  • A formulação de objetivos de ensino - Robert F. Mager - Ed. Globo
  • Curso para Instrutores - Como aplicar uma boa aula na Casa Espírita. Sociedade de Divulgação Espírita Auta de Souza. Brasília, Editora Auta de Souza, 2006
  • Técnicas de ensino. DIJ/União Espírita Mineira, Belo Horizonte, 1994.
  • Manual da ESAF/Cefor - Brasília, DF, 4a. edição, 2003
  • Redação Empresarial – CD Faceca Cursos – Faculdade Cenecista de Varginha, MG
  • Aurélio Eletrônico Século XXI – Positivo Informática, 2004

 


Publicado por ALGuimaraes em 03/01/2016 às 22h23
 
03/01/2016 12h22
H8 - MÓDULO - Metodologias para eventos de ensino-aprendizagem

SUMÁRIO

 

  1. Apresentação
  2. Trabalhando com grupos
    1. Regras do jogo
    2. Pacto de Princípios
    3. Posturas de comunicação
    4. Animando a discussão
    5. Estimulando a participação do grupo 
  3. Despertando interesse de participação
    1. Leituras antecipadas
    2. Questões para despertar interesse
    3. Etapas do evento
    4. Definição compartilhada de conteúdos
    5. Práticas do conteúdo
    6. Pré-requisitos
    7. Um caso prático
  4. Aprendendo a distância
    1. Participação
    2. Mediação
    3. Aplicação 
  5. Outras técnicas
    1. Uso do PowerPoint
    2. Perguntas retóricas
    3. Leitura dirigida
  6. Dicas do PRIMEIRO ENCONTRO DE EXPOSITORES ESPÍRITAS (CESC)
  7. ​Referências

1. APRESENTAÇÃO


Neste trabalho são apresentadas algumas práticas metodológicas para atividades de ensino-aprendizagem, que podem eventualmente ser adaptadas para outros eventos que envolvam grupos, tais como: reuniões, seminários, painéis, etc.

Nele são comentadas algumas técnicas de trabalhos para grupos, e também técnicas preparatórias de eventos, visando a despertar o interesse e a participação das pessoas.

Ao final, comentam-se algumas técnicas de apresentação de conteúdos e de atividades  práticas de ensino-aprendizagem.

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2. TRABALHANDO COM GRUPOS


A seguir estão algumas técnicas para trabalhos com grupos.


1 - Regras do jogo

Nos eventos participativos, tenha estas regras em mente, reproduza-as em cartazes e no material do trabalho, leia-as no início dos trabalhos— e as faça cumprir se você for o facilitador do evento.

  • TODOS estão convidados
  • Qual é a SUA opinião?
  • Todos os participantes são IGUALMENTE importantes

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2 - Pacto de Princípios

Todo evento bem organizado deve ser precedido de uma negociação entre o(s) condutor(es)/facilitado(es) e os participantes.

Desde uma simples aula até um evento mais formal, como um seminário, essa negociação, também conhecida como Pacto de Princípios, Contrato de Trabalho, Ajuste de Conduta, muito contribui para a evolução do evento.

 Para elaborar um bom “contrato de trabalho”, alguns tópicos são abaixo sugeridos, além de outros que poderão vir a ser acrescentados. A escolha dos tópicos deverá ser razoável e equilibrada e dependerá do tipo de evento:

  • Responsabilidade compartilhada
    • Ponderar que cada um dos participantes é 100% responsável pelos resultados do trabalho. Esse senso de corresponsabilidade reflete a disposição das pessoas em contribuir para o êxito de todos.
  • Observância de regras de discussão/convergência (usar o consenso e não a votação, por exemplo)
  • Chamamentos à maturidade e responsabilidade do grupo
  • Incentivos à participação, ao respeito ao outro, à não rejeição de ideias, ao controle da agressividade, ao pensamento sistêmico etc.
  • Observância do processo e metodologia de trabalho
    • Trabalho em equipe, relatorias, responsabilidades por anotação etc.
  • Horário (início, intervalos, encerramento)
  • Utilização do telefone celular
    • Estabelecer regras. O melhor é desligar. Recados podem ser anotados pelo pessoal de apoio e transmitidos nos intervalos.
    • Recados urgentes podem ser repassados, discretamente, por bilhetes.
  • Não fumar
    • Não obstante a proibição em quase todo lugar, nunca é demais lembrar...

 O “contrato” poderá vir escrito no material de trabalho, mas deverá ser “negociado” com os participantes, suprimindo-se ou alterando-se o que não for ajustado. Em eventos mais simples, como uma aula, pode-se anotar o pactuado num flip-chart, por exemplo.

  • Sugestão para início de um “contrato” escrito:
    • Para o bom andamento do nosso encontro (reunião, palestra, aula, etc.) e para o atingimento dos seus objetivos, é importante que alguns princípios de convivência sejam pactuados.

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3 - Posturas de comunicação

Nos diversos grupos, as pessoas exercem papéis diferentes. Nuns podem ser coordenadores, noutros facilitadores e em outros participantes.

Independentemente disso, é preciso ter presentes as regras abaixo, aplicáveis a diversos eventos, todas elas facilitadoras da comunicação nos grupos:

Seja interativo

  • Certifique-se de que todos já se conhecem.
    • Se não, faça as apresentações
  • Garanta um clima agradável para o encontro.
    • Transmita seriedade, mas com bom humor
  • Observe as reações individuais e os sinais de conforto ou desconforto transmitidos pelos participantes [feedback]

 Seja transparente

  • Zele para que todos entendam as ideias compartilhadas e as decisões construídas.
    • Traduza a linguagem técnica ou específica sempre que necessário
  • Garanta que os registros sejam objetivos, claros, precisos e concisos
  • Procure eliminar os pressupostos

Seja democrático

  • Estimule e participação de todos
  • Esteja atento para que o compartilhamento de informações seja eficaz
  • Zele pelo respeito às opiniões divergentes

 Seja focado

  • Mantenha o grupo direcionado para os objetivos do encontro
  • Levante as ameaças e oportunidades
  • Estimule a reflexão sobre os antecedentes e os efeitos das decisões. Avalie os impactos para a organização
  • Abra espaço para a inovação

(Fonte: Reunião – Coletânea Você s.a. – Editora Abril, SP, 2004)

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4 - Animando a discussão

 Para que seus eventos sejam animados, proceda assim:

  •  Faça reuniões matinais
  • Se você continuar à tarde, faça um lanche leve
  • Mantenha ventilação e iluminação adequadas na sala
  • Facilite a discussão, não a domine
  • Melhore a comunicação corporal: disponha o assento de modo que haja o máximo de contato visual entre os participantes
  • Tenha o número certo de cadeiras necessárias (as cadeiras vazias incomodam e distraem os participantes)
  • Incentive a participação dos membros mais tímidos, mas não “force a barra”
  • Introduza na discussão, de forma sutil, os nomes dos membros mais desanimados e desatentos. Isso os leva a participar.
  • Dê aos membros mais responsabilidade pelo bem-estar e metas do grupo.
  • Dê-lhes atribuições: permitam que dirijam, alternadamente, a reunião, dê-lhes tarefas intermediárias, gerência de projetos, relatorias de processos, etc.

(Fonte: Atitudes Inteligentes – Sam Deep e Lyle Sussman – Nobel, SP, 1992)

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5 - Estimulando a participação do grupo

Na condução do grupo, é preciso estimular a participação da maioria, conter os arroubos e excessos dos “falantes” e “monopolizadores” e levar todos a atingir os objetivos da reunião. Por isso, lembre-se:

  • Faça o grupo conhecer as expectativas do evento e as diretrizes para sua realização
  • Demonstre espírito construtivo. Não faça críticas destrutivas
  • Estabeleça regras limitadoras do espírito destrutivo
  • Enfrente com elegância os conflitos e discussões mais acaloradas. Arbitre-os com serenidade, sem autoritarismo
  • Desestimule os desperdiçadores de tempo, como a falta de foco e objetividade, as discussões paralelas, as brincadeiras excessivas
  • Encoraje os membros a falarem de suas ideias, a proporem soluções para os problemas, a desenvolverem seus projetos

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3. DESPERTANDO INTERESSE DE PARTICIPAÇÃO


Abaixo são descritas algumas técnicas, baseadas em conceitos de pedagogia e andragogia, que ajudam a despertar o interesse das pessoas para participação em reuniões, seminários, cursos, aulas, promovendo não só o nivelamento de informações e o bom desenvolvimento do evento, como também a melhoria da qualidade das intervenções, discussões e conclusões.


1 - Leituras antecipadas

Peça que textos essenciais sejam lidos antecipadamente. Assim:

  • Disponibilize textos (apostilas, resumos, links), e também vocabulários, terminologias
  • Indique os conceitos já firmados e/ou os pontos que serão objeto de análise/discussão
  • Informe a bibliografia (obras de referências, artigos, sites) 

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2 - Questões para despertar interesse

Prepare questões (pesquisas, pequenas questões discursivas, perguntas e respostas) para serem respondidas antecipadamente e entregues no início do evento.

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3 - Etapas do evento

Estude a possibilidade de fracionar conteúdos e realizar eventos em mais de uma etapa. Isso possibilita que os treinandos descansem e possam refletir sobre as informações e/ou teorias recebidas e/ou fixar conceitos, além de não se afastarem por longo tempo do local de trabalho.

E no(s) intervalo(s), os treinandos podem:

  • praticar a teoria recebida na etapa anterior
  • desenvolver projetos, artigos doutrinários ou pequenos ensaios,

 e  os organizadores:

  • discutir com os treinandos os conteúdos programáticos das etapas seguintes
  • fazer avaliações das etapas anteriores e reorientar os rumos das próximas etapas 

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4 - Definição compartilhada de conteúdos

Treinandos, especialmente adultos, gostam de participar e têm seu interesse aumentado quando convidados a dar contribuições.

Assim, conheça seu público-alvo, estabeleça os objetivos da ação de capacitação/desenvolvimento e defina o conteúdo básico. Mas sempre que possível discuta com as pessoas — antes ou no início da realização do evento — o conteúdo programático — e faça alterações e/ou adaptações necessárias: corte temas, simplifique outros, aprofunde os de maior interesse. Programas rígidos e inflexíveis costumam ser pouco eficazes.

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5 - Práticas do conteúdo

Como visto acima, no caso de eventos fracionados, pode-se praticar conteúdo durante os intervalos do curso/treinamento, e assim também depois de sua conclusão (trabalhos de pesquisa, elaboração de artigos técnicos, desenvolvimento de projetos etc.)

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6 - Pré-requisitos

Se o evento de capacitação/desenvolvimento exigir algum pré-requisito, pense nestas possibilidades:

  • Desenvolva uma apostila sobre o tema, utilizando módulo instrucional de autoaprendizagem
  • Faça um pequeno curso on-line, específico sobre o tema
  • Indique bibliografia e elabore um roteiro de estudos
  • Verifique se não há disponível algum curso que atenda os pré-requisitos

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7 - Um caso prático

Para encerrar este tópico, segue uma sugestão, aplicável a um seminário, mas que pode ser adaptada para qualquer outro evento (aula, curso, painel etc.).

Vamos a ela:

Seja um seminário para debater temas doutrinários, em que todos os materiais serão disponibilizados para prévia leitura (V. tópico LEITURAS ANTECIPADAS, acima). Nessa hipótese, pode-se planejar o seguinte:

  • Estabelecidos os temas, extrai-se de cada um deles uma tese — a tese de entrada, para a qual foram previamente indicados/disponibilizados: resumo da tese, textos de apoio, bibliografia.
  • Cada tese de entrada será objeto de discussão.
  • Elas serão apresentadas em plenário (apresentador/debatedor,etc.), e depois levadas a grupos específicos encarregados de sua discussão (os participantes dos grupos terão sido selecionados segundo seu conhecimento/domínio do tema em debate)
  • Cada grupo se posicionará (tese secundária) e relatará sua posição em plenário, ao qual caberá a decisão final (tese final).
  • Esse processo de discussão dirá se a tese de entrada foi confirmada ou alterada, ou ainda se ocorreu a elaboração de uma nova tese, conforme está no diagrama abaixo:

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4. APRENDENDO A DISTÂNCIA


1 - Participação

A colaboração é fator importante no ensino a distância, pois sabemos que o ser humano aprende colaborando. Ou seja, ele aprende muito mais com os colegas de treinamento do que com o próprio instrutor/tutor. A colaboração no ensino a distância se faz pelos grupos de estudo presencial, grupos (ou listas) de discussão e pela troca de mensagens entre os participantes.

Procure participar ativamente de chats, encontros presenciais e outras programações coletivas previstas. Um ambiente de integração, interação e troca de ideias e experiências possibilita enormes ganhos de conhecimentos adicionais, além do estabelecimento de fecundas relações pessoais e profissionais.

Participe e colabore nas atividades em grupo, aprenda a interagir com múltiplos assuntos e a construir um conhecimento compartilhado.

Divida para somar. Divida o que sabe ou aprendeu/apreendeu, pois essa é uma das melhores maneiras de reter o conhecimento adquirido. Mostre-se aberto a compartilhar suas experiências pessoais, profissionais e educacionais como parte do processo de aprendizagem.

Acesse regularmente o ambiente virtual, leia e responda às mensagens. Escreva de forma clara e objetiva, pois as mensagens escritas são a principal forma de interação on-line.

O conceito-chave para uma boa participação é o de assertividade, que significa a habilidade para comunicar sentimentos, desejos, necessidades, pensamentos e opiniões, de forma aberta e honesta, usando os limites dos próprios direitos e sem afetar o direito dos outros.

Um objetivo importante subjacente a qualquer atividade em grupo é propiciar a participação de todos os componentes. Assim, aprenda a ouvir e a respeitar a opinião dos outros, pois as pessoas têm ritmos diferentes e alguns necessitam de maior tempo para refletir, intervir nas discussões ou manifestar opinião.

A autonomia concedida ao treinando a distância confere-lhe, também, uma grande responsabilidade. De fato, a qualidade desse aprendizado está intimamente vinculada à forma com que as pessoas se envolvem no treinamento. Assim, quanto maior for sua interatividade — quer com o conteúdo dos cursos (níveis de leitura ativa, realização de exercícios, etc.), quer com os demais participantes (comunicação com outros treinandos, participação em chats, etc.) — maior será a qualidade da sua experiência de aprendizado.

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2 - Mediação

No ensino a distância é certo que não há como suprir o contato humano. Mas esse contato não se limita à presença do instrutor. Assim, com as ferramentas de interação de um sistema de ensino on-line, você perceberá que, apesar de o instrutor não estar fisicamente presente, não se sentirá sozinho e desorientado, pois há outras formas de contato: comunidades on-line de colegas de curso, além de reuniões com colegas e facilitadores de ensino locais.

Desse modo, durante todo o tempo, poderá interagir com o tutor e com os demais colegas, e também com o monitor local, se houver, seja para esclarecer dúvidas, fazer comentários, dar e receber feedback. É desse modo que muitas vezes se quebra a aridez dos conteúdos e ameniza-se a solidão da autoinstrução a distância, pois os recursos do ambiente de estudos eletrônico permitem rápida interação, tratamento personalizado e retorno instantâneo de respostas, críticas e sugestões.

No entanto, sem o contato presencial, na ausência da linguagem corporal, o tutor somente poderá ajudar quando as dificuldades lhe forem apresentadas. Assim, peça ajuda quando não compreender algum ponto, ou estiver confuso ou desmotivado por não conseguir acompanhar o ritmo dos demais treinandos.

Alguns treinamentos utilizam encontros presenciais coordenados por monitores locais —e esse é um momento excelente para participação. De qualquer modo, havendo ou não a previsão de tais encontros presenciais, procure na sua instituição confrades que estejam realizando o mesmo curso e troque informações, estude junto, relate experiências.

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3 - Aplicação 

Reflita sobre o aprendizado e conceitos que for adquirindo. Aplique as lições aprendidas e traga ao ambiente colaborativo suas experiências e descobertas.

Um treinamento bem planejado pressupõe a imediata aplicação prática do que foi ensinado. Assim, colabore na transferência para a sua rotina de atividades daquilo que aprendeu, como também procure multiplicar o conhecimento ou habilidade que adquiriu entre os colegas da instituição.

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5. OUTRAS TÉCNICAS


1 - Uso do PowerPoint

Apresentações PowerPoint já foram recurso de ensino-aprendizagem de ponta, mas com o passar do tempo — e em razão dos abusos cometidos tornaram-se uma praga, e hoje há quem recomende ou mesmo proíba a sua  utilização.

Não queremos chegar a esse extremo, mas é ledo engano imaginar que o desfolhar sonolento de transparências PowerPoint coloridas e sonoras, cheias de truques de luzes e apitos, sobrecarregadas de informação, e comentadas monotonamente no "escurinho" dos auditórios (...) comunicam/ensinam efetivamente alguma coisa e representam o "ensino-treinamento do futuro".

Com efeito, é possível medir a qualidade de uma apresentação (ou aula) pela quantidade de eslaides que se desfia... Quanto mais eslaides, mais monotonia, menos participação, menos aprendizagem.

Mas, então, o que fazer? Vamos ver se encontramos um ponto de equilíbrio.


Como elaborar uma boa apresentação

  • Boas apresentações são bem elaboradas, e isso significa: poucos eslaides, informações sintéticas, letras grandes, cores discretas, (quase) nenhum efeito especial
  • Faça uma lista dos eslaides e assinale os considerados fundamentais: conceitos, tópicos que possam gerar questionamentos etc. Isso ajuda a localizar pontos que geram discussão e necessitam ser mais bem esclarecidos

Eslaides para passar conteúdos: síntese e análise

  • Não utilize o PowerPoint como livro texto, ou com longas transcrições de manuais, artigos, etc.
  • Se quiser utilizar o PowerPoint para passar conteúdos mais extensos, elabore eslaides de síntese (para apresentação) e eslaides de análise (para leitura e/ou desenvolvimento posterior)
  • Se precisar consultar anotações durante a exposição/aula, utilize os eslaides de análise ou o recurso de inserir anotações do PowerPoint (essas anotações também podem ser impressas e distribuídas juntamente com os eslaides)

Para melhorar a qualidade das apresentações

  • Use as dicas abaixo para melhorar a qualidade de suas apresentações:​
    • ​14 dicas  para construir uma boa apresentação em PowerPoint (aqui)
    • Dez dicas: como NÃO fazer uma excelente apresentação (aqui)
    • Como fazer uma apresentação em 10 minutos (aqui)
    • Como fazer e apresentar uma palestra com PowerPoint (aqui)
    • Como criar boas apresentações [espíritas] em PowerPoint (aqui)
    • A era do PPS - Artigo Marcus Vinícios de A. Braga  (aqui)

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2 - Perguntas retóricas

Durante uma exposição ou aula, é sempre importante encorajar as pessoas a se manifestar e incentivar os mais tímidos à participação. Mas é preciso alguns cuidados — e sobretudo não adotar tom ameaçador.

Um bom recurso são as perguntas retóricas, isto é, aquelas que são feitas como meio de chamar a atenção das pessoas, de despertá-las, as quais o próprio expositor se apressa a responder, visto que o efeito desejado é apenas conduzir os assistentes à reflexão do assunto ou entrar em sintonia com a plateia.

Outro expediente adequado é fazer perguntas que possam ser respondidas por meio de gestos (balançar a cabeça, levantar as mãos, por exemplos); ou fazer afirmativas e perguntar se todos concordam; ou, ainda, deixar uma frase incompleta no ar (três pontinhos...) e esperar que alguém espontaneamente a complete.

Adotam-se, também, perguntas como estratégia de provocação do grupo, ou para iniciar um ponto de discussão, ou, ainda, para conferir humor ou dinâmica à apresentação

Como se sabe, na literatura sobre falar em público há a figura do auditório hostil, mas em contraste há também o apresentador hostil  aquele que quando passeia o olhar inquisidor pela plateia faz com que todos se encolham e sintam um frio na barriga...

E, há, finalmente, aqueles que têm o costume desagradável de fazer perguntas para as quais somente eles têm a resposta, seja porque pesquisaram com antecedência, seja porque adotam uma abordagem pessoal para o tema, seja porque a decoraram, à força de repeti-las...

E ficam a dizer: Não, não é isso! Não, está errado! Quem sabe me dizer? Fulano, você sabe a resposta? Alguém quer arriscar um palpite?

Motivar a assistência com perguntas é recurso enormemente válido, mas é preciso saber quando e como utilizá-lo  para não constranger as pessoas, bloquear a comunicação e dar parte de tolo.

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3 - Leitura dirigida

Livros, textos, textos virtuais podem ser objeto de leitura dirigida, devendo-se elaborar um comando  ou mesmo um roteiro  para essa finalidade.

Livros e textos podem ser lidos durante o desenvolvimento de um treinamento, ou antes, conforme o objetivo que se busque. Pequenos textos, em meio magnético, inclusive, podem ser lidos para exercitação e/ou discussão de temas.

Quanto aos textos eletrônicos, pode-se fazer um pouco mais. Veja:

  • Sites Comentados - Comentários sobre sites interessantes para estudo e/ou pesquisa
  • Linkoteca - Coletânea de links sobre determinados temas e/ou acesso comentado a textos eletrônicos de interesse
  • Link Eletrônico para Artigos - Link que leva a artigos relacionados com a matéria em estudo

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6 - Dicas do PRIMEIRO ENCONTRO DE EXPOSITORES ESPÍRITAS (CESC)

Organizado para acontecer em agosto de 2018, o PRIMEIRO ENCONTRO DE EXPOSITORES ESPÍRITAS, organizado pelo CEU (Conselho Espírita de Unificação) e coordenado pela ASEB (Ação Social Espírita Eurípedes Barsanulfo e CESC (Casa Espírita Suave Caminho), desenvolveu um site com diversas informações sobre o evento e com boas dicas sobre exposição didática e apresentação de palestras.

Eis algumas delas:

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7 - REFERÊNCIAS

  • Atitudes Inteligentes – Sam Deep e Lyle Sussman – Nobel, SP, 1992.
  • Reunião – Coletânea Você s.a. – Editora Abril, SP, 2004.
  • SOS Dinâmicas de Grupo - Albigenor & Rose Militão - Rio de Janeiro, Qualitymark, 1999.
  • Focalização de jogos em T&D - Magda Vila & Paula Falcão - Rio de Janeiro, Qualitymark, 2002.

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Publicado por ALGuimaraes em 03/01/2016 às 12h22



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