Aprendizado Espírita
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01/01/2016 17h17
ONDE ENCONTRO Pesquisa bibliográfica espírita

SUMÁRIO

  1. INTRODUÇÃO
    1. ​Fidelidade doutrinária
    2. Ler o pró e o contra
  2. AS OBRAS DE KARDEC
    1. O Livro dos Espíritos e seus desdobramentos
    2. O Guia para Estudo da Doutrina Espírita
    3. Versão eletrônica resumida do Guia para Estudo da Doutrina Espírita
    4. Estudo on-line da Doutrina Espírita
    5. Toda a obra de Kardec para estudar e pesquisar on-line
    6. Kardecpedia 
  3. O QUE PESQUISAR E ONDE ENCONTRAR
    1. Obras de Kardec
    2. Obras Clássicas
    3. Obras Mediúnicas
    4. Obras de Autores Encarnados
    5. Obras do Evangelho
    6. Obras de Referências
    7. Artigos, Casos, Entrevistas, Estudos, Teses, Palestras e Sites de Pesquisas
    8. Dicionários e Enciclopédias
  4. O QUE SE BUSCA COM A PESQUISA ESPÍRITA
  5. EVIDÊNCIAS E ARGUMENTOS
  6. RECURSOS UTILIZADOS NA PREPARAÇÃO DA PALESTRA
  7. MODELO DE ROTEIRO DE EXPOSIÇÃO
  8. REFERÊNCIAS
  9. VER TAMBÉM

Outro trabalho consiste nas pesquisas bibliográficas. Existe um grande número de obras antigas e modernas, nas quais se encontram testemunhos mais ou menos diretos em favor das ideias espíritas. Uma coletânea desses testemunhos seria tarefa muito preciosa, mas é quase impossível ser feita por uma só pessoa. Torna-se fácil, ao contrário, se cada um se dispuser a colher alguns elementos em suas leituras e estudos e transmiti-los à Sociedade de Paris, que os coordenará.

ALLAN KARDEC, Revista Espírita, Dez/1861,Organização do Espiritismo


APRESENTAÇÃO

Instrutor Guima

Caro(a) leitor(a),

Nesta unidade, vamos ver os passos de uma pesquisa bibliográfica espírita para composição de uma palestra. Com algumas alterações, este roteiro serve também para elaboração de um estudo ou de um artigo, por exemplo.

Primeiramente, examine este mapa mental: (aqui)

Agora, vamos aos comentários.

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1. INTRODUÇÃO

Por sua natureza, a revelação espírita tem duplo caráter: participa ao mesmo tempo da revelação divina e da revelação científica. (...) Participa da segunda, por não ser esse ensino privilégio de indivíduo algum, mas ministrado a todos do mesmo modo; por não serem os que o transmitem e os que o recebem seres passivos, dispensados do trabalho da observação e da pesquisa, por não renunciarem ao raciocínio e ao livre-arbítrio; porque não lhes é interdito o exame, mas, ao contrário, recomendado; enfim, porque a doutrina não foi ditada completa, nem imposta à crença cega; porque é deduzida, pelo trabalho do homem, da observação dos fatos que os Espíritos lhe põem sob os olhos e das instruções que lhe dão, instruções que ele estuda, comenta, compara, a fim de tirar ele próprio as ilações e aplicações. Numa palavra, o que caracteriza a revelação espírita é o ser divina a sua origem e da iniciativa dos Espíritos, sendo a sua elaboração fruto do trabalho do homem.

ALLAN KARDEC. A Gênese, Caráter da Revelação Espírita, n. 13 


As principais fontes de uma pesquisa bibliográfica espírita são as indicadas na Fig. 1, abaixo, devendo-se entender o seguinte (v. item 1.1, a seguir):

  • Doutrina Espírita é a obra de Allan Kardec. Todas as demais obras posteriores lhe são subsidiárias.
  • O saber espírita, disse Herculano Pires, se encontra na obra de Kardec. Veja este texto:  Fontes originais do Saber Doutrinário Espírita (aqui).
  • As obras subsidiárias são ditas complementares de alguns aspectos do Espiritismo, quando os interpretam, complementam, explicam, discutem, criticam, romantizam, sem no entanto contrariar, distorcer, ampliar, desfigurar, falsear ou adulterar os fundamentos doutrinários.
  • Obras complementares tanto podem ser as Obras Mediúnicas (OM) quanto as de Autores Encarnados (AE).
  • Mencionamos abaixo um rol de obras suficientes para uma pesquisa de temas espíritas, mas que nem de longe esgotam o assunto.
  • Palestras, artigos e estudos mais simples devem se basear numa bibliografia mínima, claro, desde que a pesquisa inclua as Obras Básicas. Recomenda-se, nesse caso, o Guia Para Estudo da Doutrina Espírita, que compreende a obra básica mais a 1a. parte de Obras Póstumas (v. item 2.2, a seguir)
  • Obras Póstumas, conquanto editada após a morte do Codificador (1890), foi composta por escritos e estudos inéditos de Kardec, arquivados na Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas e selecionados por seus colaboradores próximos. Por essa razão, entendemos que deva ser incluída entre as Obras Básicas.
  • Como Kardec orientou aos estudantes do Espiritismo: deve-se ler o pró e o contra (v. item 1.2, abaixo)

Para as finalidades deste estudo, classificamos a bibliografia deste modo:

  • OK - Obras de Kardec: São todas as obras escritas por Allan Kardec, e não somente as chamadas "obras básicas", que compreende tradicionalmente 5 livros da Codificação.
  • OC - Obras Clássicas: Correspondem às obras de autores tais como: Gabriel Dellane, Camille Flammarion, Léon Denis, Alexandre Aksakof, Ernesto Bozzano, Gustave Geley, Arthur Conan Doyle, W. J. Crawford, William Crookes, Oliver Lodge, Frederico Zollner, Alfred Russel Wallace, Schrenck Von Notzing, Fredrich Mayer, César Lombroso, Charles Richet, Antonio Freire, Albert de Rochas.

Esses autores foram reputados pesquisadores dos fenômenos espíritas. Alguns não concordaram integralmente com Kardec, muitos deles se proclamaram espíritas, mas todos, em linhas gerais, aceitaram e defenderam as grandes teses do Espiritismo: anterioridade, sobrevivência, reencarnação e manifestação dos Espíritos.

Devem também ser incluídos na classificação acima estes autores: Manuel Gonzáles Soriano, Manuel S. Porteiro, Antonio Freire.

  • OM - Obras Mediúnicas: São as obras psicografadas por médiuns estrangeiros ou brasileiros. Essas precisam ser cuidadosamente escolhidas, visto serem as que mais deturpam princípios doutrinários espíritas.
  • AE - Autores Encarnados: São obras de estudo, interpretação, crítica ou comentários de temas  doutrinários, ou contos, novelas, crônicas e romances de fundo espírita, realizadas por autores espíritas e não espíritas.
  • OE - Obras do Evangelho: Aqui incluímos autores encarnados e obras mediúnicas de estudo e interpretação de textos bíblicos e evangélicos, e bem assim obras de crítica  da história, formação e tradução dos textos bíblicos (Antigo e Novo Testamento).
  • OR - Obras de Referências: Obras espíritas de referência são as que servem de base como primeiro instrumento de consulta e pesquisa no estudo de assuntos doutrinários. São bibliografias, catálogos, dicionários, enciclopédias, glossários, guias, índices, manuais, repertórios, tesauros, entre outros trabalhos do gênero que propiciam o rápido acesso ao conteúdo procurado ou a indicação das fontes a serem consultadas em pesquisas ou estudos doutrinários. 
  • AT - Artigos e Textos: Textos e artigos de livros, jornais e revistas, impressos ou virtuais (incluem OM e AE)
  • CC - Casos e Crônicas: Casos e crônicas publicados em livros, jornais e revistas, impressos ou virtuais (incluem OM e AE)
  • EC - Entrevistas e Conversações: Entrevistas escritas ou gravadas em áudio ou vídeo, bem como conversas informais ou bate-papos sobre temas espíritas.
  • CE - Cursos e Estudos: Cursos e estudos divulgados em livros ou feitos a distância na Internet. Incluem o ESDE e o EADE da Federação Espírita Brasileira (FEB).
  • ET - Ensaios e Teses: Ensaios e teses sobre o Espiritismo ou temas espíritas.
  • PP - Palestras Prontas: São palestras disponibilizadas na Internet (algumas em livros). Podem ser resumos escritos, apresentações PowerPoint (PPT), vídeos, áudios, etc.
  • DE - Dicionários e Enciclopédias: Dicionários e Enciclopédias espíritas, e também os não espíritas que contenham alguma contribuição para o tema pesquisado.
  • ST - Sites de Pesquisas: São sites e portais espíritas que disponibilizam farto material de pesquisa: livros, e-books, artigos, textos, estudos, cursos, etc.
  • OF - Outras Fontes: Qualquer outra fonte que contenha informação de interesse para a pesquisa espírita.

Fig. 1 - Principais fontes de pesquisas espíritas

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1.1 - FIDELIDADE DOUTRINÁRIA

Examinai tudo. Retende o que é bom.
PAULO, 1 Tessalonicenses 5:21


Instrutor Guima

Caro(a),

Este levantamento bibliográfico foi feito segundo o entendimento que o Aprendizado Espírita tem acerca da Fidelidade doutrinária, isto é, o respeito à integralidade da Doutrina Espírita, de conformidade com o que expusemos nestes textos:

  • Pedra de toque (aqui)
  • Separar os livros bons dos maus, os verdadeiros dos falsos (aqui)
  • Fidelidade doutrinária (aqui)

Acrescentamos que, com esse posicionamento, não estamos proscrevendo qualquer obra ou autor (v. item 1.2, abaixo). Mas há grande inconveniente em se discutir certos temas ou citar determinados autores em palestras públicas. Melhor é fazer isso em reuniões de estudo, reservadas para essa finalidade, visto que nenhum assunto está interditado ao espírita.

Mas é bom ter sempre claro que polêmicas estéreis consomem tempo e energia de outras atividades importantes da Casa Espírita.

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1.2 - LER O PRÓ E O CONTRA

Kardec deixava ao leitor a livre escolha sobre o que ler, não lhe interditando nenhum tipo de obra, e escreveu

Os que desejem tudo conhecer de uma ciência devem necessariamente ler tudo o que se ache escrito sobre a matéria, ou, pelo menos, o que haja de principal, não se limitando a um único autor. Devem mesmo ler o pró e o contra, as críticas como as apologias, inteirar-se dos diferentes sistemas, a fim de poderem julgar por comparação. Por esse lado, não preconizamos, nem criticamos obra alguma, visto não querermos, de nenhum modo, influenciar a opinião que dela se possa formar. Trazendo nossa pedra ao edifício, colocamo-nos nas fileiras. Não nos cabe ser juiz e parte e não alimentamos a ridícula pretensão de ser o único distribuidor da luz. Toca ao leitor separar o bom do mau, o verdadeiro do falso. (A. Kardec. O Livro dos Médiuns, Do método, n. 35)

E no Catálogo Racional — um inventário de obras para se fundar uma biblioteca espirita último livro de Kardec, de 1869, o codificador listou, no cap. III, as Obras contra o Espiritismo.

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2. AS OBRAS DE KARDEC


Cada fase da evolução humana se encerra com uma síntese conceitual de todas as suas realizações. A Bíblia é a síntese da antiguidade, como o Evangelho é a síntese do mundo greco-romano-judaico, e o ‘O Livro dos Espíritos’ a do mundo moderno”.

(HERCULANO PIRES. Introdução ao Livro dos Espíritos)


Tornou-se tradição entre os espíritas brasileiros as denominações OBRAS BÁSICAS, CODIFICAÇÃO ESPÍRITA ou PENTATEUCO KARDEQUIANO para se referir aos seguintes livros de Allan Kardec:

  • O Livro dos Espíritos (LE)
  • O Livro dos Médiuns (LM)
  • O Evangelho segundo o Espiritismo (EV)
  • O Céu e o Inferno (CI)
  • A Gênese (AG)

A rigor, essas são as obras básicas, e nós entendemos que se deva incluir nesse rol também Obras Póstumas.

Mas, quando olhamos mais detidamente para o conjunto das obras de Kardec, verificamos que, para estudos mais aprofundados, não se deve ficar apenas nas obras citadas.

De fato, em menos de 15 anos Kardec escreveu a sua obra espírita, e se considerarmos — como devemos — a Revista, os Opúsculos, Obras Póstumas e as primeiras edições de O Livro dos Espíritos (1857 e 1860), do Evangelho (Imitação do Evangelho segundo o Espiritismo) e do Livro dos Médiuns (Instruções Práticas sobre as Manifestações Espíritas), que foram completamente reformuladas, sua bibliografia soma cerca de 30 obras.

E nos dias de hoje, com os recursos eletrônicos, não só temos à disposição todos esses livros, como há ferramentas informatizadas para estudar e pesquisar o conjunto da obra kardequiana. (v. abaixo o item 2.5.)


Eis a lista de livros de Kardec e o ano de sua edição:


Livro Ano
O Livro dos Espíritos 1857
Instruções Práticas sobre as Manifestações Espíritas 1858
O que é Espiritismo 1859
O Livro dos Médiuns 1861
O Espiritismo em sua mais simples expressão 1862
Viagem Espírita em 1862 1862
O Evangelho segundo o Espiritismo 1864
Resumo da Lei dos Fenômenos Espíritas 1864
O Céu e o Inferno 1865
Caráter da Revelação Espírita (1o. Capítulo de A Gênese) 1867
A Gênese 1868
Catálogo Racional 1869
Obras Póstumas 1890
Revista Espírita 1858/1969

Veja a Relação das obras de Allan Kardec

Veja Sinopses das obras de Allan Kardec


  • VEJA ESTE TEXTO: Pequenos grandes livros de Kardec (aqui)

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2.1 - O LIVRO DOS ESPÍRITOS E SEUS DESDOBRAMENTOS

Como sabemos, O Livro dos Espíritos

não é (...), apenas, a pedra fundamental ou o marco inicial da nova codificação. Porque é seu próprio delineamento, o seu núcleo central e ao mesmo tempo o arcabouço geral da doutrina. Examinando-o, em relação às demais obras de Kardec, que completam a codificação, verificamos que todas essas obras partem do seu conteúdo. Podemos definir as várias zonas do texto correspondentes a cada uma delas. (PIRES, José Herculano. Introdução de O Livro dos Espíritos, LAKE, SP) 


  • VEJA ESTES TEXTOS: 
    • O Livro dos Espíritos e seus desdobramentos (aqui)
    • Estrutura da Filosofia Espírita (aqui)

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2.2 - O GUIA PARA ESTUDO DA DOUTRINA ESPÍRITA

Guia para Estudo da Doutrina Espírita constitui um excelente roteiro sistemático para estudo da Codificação Espírita. O livro faz a conexão de 120 temas selecionados com as 5 obras básicas do Espiritismo (LE, LM, EV, CI, GE) mais a 1a. parte de Obras Póstumas (OP).

Veja (aqui).


  

Vera Lúcia de Oliveira Garcia (do Setor de Doutrina da Associação Espírita Estudantes da Verdade, Volta Redonda, RJ)

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2.3 - VERSÃO ELETRÔNICA RESUMIDA DO "GUIA PARA ESTUDO DA DOUTRINA ESPÍRITA"

Há disponível uma versão eletrônica do Guia para Estudo da Doutrina Espírita, que facilita muito a vida do estudante da doutrina, seja no estudo pessoal, no estudo em grupo, na preparação de artigos ou palestras.

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2.4 - ESTUDO ON-LINE DA DOUTRINA ESPÍRITA 

​Estudo on-line da Doutrina Espírita Traz o Pentateuco Espírita mais Obras Póstumas e O que é Espiritismo, na edição da Lake e tradução de José Herculano Pires, para estudo on-line das obras básicas.

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2.5 - TODA A OBRA DE KARDEC PARA ESTUDAR E PESQUISAR ON-LINE

O IPEAK - Instituto de Pesquisas Espíritas Allan Kardec, por meio do site http://ipeak.net/site/, disponibilizou para estudo e pesquisa on-line toda a obra de Kardec, a Revista Espírita inclusive.

​Ótimo site para pesquisar, simultaneamente, toda a obra de Kardec, localizar passagens e estudar temas espíritas e suas conexões com cada um dos livros do Mestre.

Traz também as obras espíritas originais (escaneadas) e muitas das obras mencionadas por Kardec na Revista e no Catálogo Racional.


  

Livros de Kardec disponíveis no site IPEAK (aqui)


2.6 - KARDECPEDIA

A plataforma KARDECPEDIA traz todas as obras de Kardec relacionadas entre si, nas partes, capítulos e itens.

É Kardec explicando Kardec.


Mais pesquisas na Internet

Há ainda disponíveis na Internet outras ferramentas eletrônicas que possibilitam pesquisas da obra de Allan Kardec. Vejam-se estes sites:​

  • Índice Remissivo da Obra Kardequiana (aqui)
  • Allan Kardec de A a Z (aqui)
  • Pesquisa no Índice Geral da Revista Espírita (FEB) (aqui)
  • Pesquisa de assuntos da Revista Espírita (1858-1969) (aqui)

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3 - O QUE PESQUISAR E ONDE ENCONTRAR


Menos ANDRÉ LUIZ, menos EMMANUEL, menos JOANNA DE ÂNGELIS – eu disse “menos”, não disse “eliminar” – e mais ALLAN KARDEC, muito mais ALLAN KARDEC, pois os Espíritos Superiores e todos os demais espíritos da Escala Espírita vêm aprender na Codificação.     

Prof. Joel F. de Souza


Instrutor Guima

As indicações abaixo são fruto do conhecimento e das preferências deste autor. O leitor, é evidente, vai acrescentar ou excluir obras e sites conforme lhe pareça melhor. 

É natural, também, nos encontrarmos diante de certas posições ou manifestações de Espíritos, médiuns e autores encarnados das quais discordamos, ou que criticamos, por um motivo ou por outro: pontos de vista diferentes, interpretações divergentes sobre questões doutrinárias, preferências pessoais, etc.

Mas um dever comum deste autor e de seus eventuais leitores — em face de qualquer obra espírita, mediúnica ou não, pouco importa o nome do médium, do Espírito ou do autor — é estarmos sempre atentos, zelando pela integridade da Doutrina Espírita. E divergir, quando for o caso, conforme a liberdade de pensamento que a doutrina nos faculta e com a mansidão evangélica que Jesus pregou.


3.1 - OK - OBRAS DE KARDEC

As obras de Kardec foram examinadas acima, e podem ser encontradas nestes endereços eletrônicos:

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3.2 - OC - OBRAS CLÁSSICAS

Os autores dessas obras foram mencionados acima, e muitos títulos daqueles escritores, alguns na língua original ou na tradução do próprio site, podem ser encontrados nestes endereços eletrônicos:

​Aqui uma lista de autores clássicos do Espiritismo e suas principais obras: (aqui)

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3.3 - OM - OBRAS MEDIÚNICAS

Melhor é repelir dez verdades do que admitir uma única falsidade, uma só teoria errônea. 

ERASTO, O Livro dos Médiuns, XX


Instrutor Guima

Caro(a),

Bem, como se disse acima, obras mediúnicas costumam ser centros de confusão. Por isso, todo cuidado é pouco nessa área.

Há certas publicações, mediúnicas e outras, que, conquanto possuam pontos de convergência com o Espiritismo, não são propriamente espíritas. É o caso, entre muitas, de obras Roustaing, Ramatis, Rohden, Ubaldi (aqui).

Citam-se entre os médiuns estrangeiros: Wera Krijanowski, André Jackson Davis, Stanton Moses, Geraldine Cummins, Fernando Lacerda e Rosemary (obras de Lady Nova, a Telika). No Brasil, os médiuns Chico Xavier, Yvonne Pereira, Zilda Gama, Divaldo Franco  e Raul Teixeira posicionam-se como os melhores. Suas obras psicografadas podem ser divididas em categorias: literatura, história, ciência, mensagens e doutrina espírita, havendo obras de mais ou menos qualidade doutrinária.



Veja este texto: CRÍTICA DE LIVROS ESPÍRITAS E FIDELIDADE DOUTRINÁRIA


Obras mediúnicas de qualidade

  • Os comentários de Emmanuel à Obra Básica (aqui)
  • Os livros de Yvonne A. Pereira (aqui)
  • A série Nosso Lar, de André Luiz (aqui)

Veja livros que estudam a obra de André Luiz (aqui)

  • Obras de Raul Teixeira (aqui)

   

  • Obras de Manoel Philomeno de Miranda e Bezerra, por Divaldo Franco

        

 


3.4 - AE - AUTORES ENCARNADOS

Aqui falamos de obras que os autores produziram em vida e podemos separá-los em autores antigosmodernos.

Entre os antigos, podem se classificar: Bezerra de Menezes, Ewerton Quadros, Antônio Gonçalves Batuíra, Caibar Schutel, Leopoldo Machado, Pedro Granja, Pedro de Camargo, Canuto Abreu, Carlos Imbassahy, Inácio Ferreira, Deolindo Amorim, Herculano Pires, Jorge Andréa, Torres Pastorino, Mário B. Tamassia, Ney Lobo, Alberto de Souza Rocha, Ramiro Gama, Ary Lex, José Jorge, Alberto Lyra, Hernani Guimarães Andrade, Henrique Rodrigues.

Já no campo dos modernos estão, entre outros, os seguintes: Hermínio Miranda, Carlos Bernardo Loureiro, Djalma Argollo, Marlene Nobre, Adenáuer Novaes, L. Palhano Jr., Richard Simonetti, Nazareno Tourinho, Durval Ciamponi, Luiz Gonzaga Pinheiro, Suely C. Schubert, Dora Incontri, Cícero M. Teixeira, Euripedes Kühl, Carlos de Brito Imbassahy, Wílson Garcia, Christiano Torghi, Antônio Cesar P. de Carvalho, Helena M. Craveiro, Núbor O. Facure, Ricardo Di Bernardi, José Lázaro Boberg, Renê Ivan Franzolin.


3.5 - OE - OBRAS DO EVANGELHO

Sob a expressão OBRAS DO EVANGELHO, classificamos obras mediúnicas e de autores encarnados, votadas aos temas bíblicos e evangélicos: história, interpretação, comentários, mensagens, crônicas, romances, contos. Incluímos, também, bíblias, dicionários bíblicos e livros de introdução ao estudo bíblico.

  • Comentários, casos e crônicas dos Espíritos: Bezerra de Menezes, Emmanuel, André Luiz, Humberto de Campos, Joana de Ângelis, Francisco de Paula Vítor, Marco Prisco, Amélia Rodrigues, Neio Lúcio.
  • Os Estudos Evangélicos de Emmanuel (Caminho Verdade e Vida, Pão Nosso, Vinha de Luz,  Ceifa de Luz, Fonte Viva) (aqui) e a coleção O Evangelho por Emmanuel (aqui)
  • Mensagens de Emmanuel (aqui)
  • As Mensagens e Crônicas de Irmão X (Humberto de Campos) (aqui)
  • Mensagens e crônicas evangélicas de Amélia Rodrigues (aqui)
  • Comentários, casos e crônicas dos seguintes autores: Cairbar Schutel, Herculano Pires, Torres Pastorino, Hermínio Miranda (João Marcus), Yvonne A. Pereira, Vinícius (Pedro de Camargo), Paulo Alves Godoy, Clóvis Tavares, Ramiro Gama, Therezinha Oliveira, Martins Peralva, L. Palhano Jr., Richard Simonetti, Djalma Argollo, Adenáuer Novaes, José Lázaro Boberg.
  • Estudos, traduções e interpretações: Antônio Luiz Sayão, Romeu do Amaral Camargo, Cairbar Schutel, Edgard Armond, Bruno Bertocco, Djalma Argollo, Eliseu Rigonatti, Severino Celestino da Silva, João J. Moutinho, José dos Reis Chaves, Haroldo Dutra Dias.​
  • Obras sobre o Cristianismo Primitivo: 
    • As marcas do Cristo e Cristianismo, a mensagem esquecida (Hermínio Miranda)
    • Os romances históricos de Emmanuel, passados no início da Era Cristã (aqui)
    • As crônicas e histórias de Humberto de Campos sobre o Cristianismo Primitivo, agora consolidadas no livro No Roteiro de Jesus (aqui)​
  • Obras de estudos do Evangelho: O Evangelho segundo o Espiritismo - Orientações para o estudo, Brasília, FEB, 2014 – Um novo olhar sobre o Evangelho. Beatriz F. Carvalho. Capivari, EME, 2013 – Estudos Espíritas do Evangelho. Therezinha Oliveira. Campinas, Ed. Allan Kardec, 2010 – Personagens da Boa Nova. Curitiba, FEP, 2010. O Evangelho da Mediunidade. Eliseu Rigonatti. São Paulo, LAKE, 1975. O Evangelho dos Humildes. Eliseu Rigonatti. São Paulo, LAKE, 1978. – Jesus, o Verbo do Pai, A Luz do Mundo e O Pão da Vida [Interpretação do Evangelho de S. João] J. Manahen e R. Jacintho. São Paulo, Luz no Lar.  Os profetas, O Evangelho sem mistérios nem véus, Respiga de Luz, Notícias do Reino - por João J. Moutinho, FEB, Brasília. 
  • Traduções de Evangelhos: O Evangelho de Tomé (Hermínio Miranda). Rio de Janeiro, Arte & Cultura, 1991 - O Evangelho conforme Mateus (Djalma Motta Argollo). Ilheus, BA, Logos, 1997; Novo Testamento (Haroldo Dutra Dias) - Brasília, FEB, 2014.
  • Bíblias e dicionários bíblicos: Não há "bíblias espíritas", como se sabe, embora haja umas poucas traduções realizadas por autores espíritas (v. acima), o que é coisa bem diferente. 

Assim, uma boa bíblia de estudo e pesquisa é a Bíblia Thompson. Há também a bíblia católica Ave MariaÉ importante, também, um dicionário bíblico (aqui) (aqui),  uma chave bíblica (aqui) (aqui) para localização de passagens e algum livrinho de iniciação ao conhecimento da bíblia (aqui) (aqui). 

A coleção Sabedoria do Evangelho, de Torres Pastorino (aqui), tem uma boa introdução aos textos evangélicos e muitos trechos traduzidos do original grego.

​ONDE ENCONTRO ESTES LIVROS

  • Alguns dos livros acima podem ser encontrados para leitura virtual nestes sites:

VEJA TAMBÉM ESTES ESTUDOS:

  • Estudos Dinâmicos do Evangelho - Amílcar Del Chiaro Filho (aqui)
  • Personagens da Boa Nova (aqui)
  • Estudos do Evangelho - Portal do Espírito - Ivan R. Franzolin (aqui)
  • Vídeos - Temas do Evangelho - Haroldo Dutra Dias (aqui)

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3.6 - OR - OBRAS DE REFERÊNCIA

Sobre OBRAS DE REFERÊNCIA leia este trabalho: Obras de Referências Espíritas (aqui)

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3. 7 - ARTIGOS, CASOS, ENTREVISTAS, ESTUDOS, TESES, PALESTRAS E SITES DE PESQUISAS

Sobre esses assuntos, confiram estes SITES DE PESQUISAS :

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3.8 - DICIONÁRIOS E ENCICLOPÉDIAS

Quanto aos dicionários é preciso ter os de definição, regência, etimologia, ideias afins, pelo menos. Veja este texto:

  • Caixa de ferramentas eletrônicas para redação (aqui)

​Há também enciclopédias na rede, como estas:

  • Wikipedia
  • Nova Enciclopédia Ilustrada Folha (aqui)
  • Enciclopédia Itaú Cultural (aqui)
  • Bússola Escolar - História do Brasil (aqui)

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4 - O QUE SE BUSCA COM A PESQUISA ESPÍRITA


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5 - EVIDÊNCIAS E ARGUMENTOS


                                            Voltar


6 - RECURSOS UTILIZADOS NA PREPARAÇÃO DA PALESTRA


 

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7 - MODELO DE ROTEIRO DE EXPOSIÇÃO


   


Veja este texto: 

  • Seminários e Palestras - Preparação de Materiais - Carlos Parchen (aqui)

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REFERÊNCIAS


DA EXPOSIÇÃO

  • O LIVRO ESPÍRITA NA FEB. Brasília, FEB, 1994.
  • SINOPSE DE LIVROS ESPÍRITAS. Rio de Janeiro, FEB, 1971.
  • ESPIRITISMO BÁSICO. Pedro Franco Barbosa. 1a. edição, CBHEOS, 1976.
  • CARIDADE DO VERBO. Luiz Signates. Goiânia, FEEGO, 1991.
  • A LITERATURA ESPÍRITA - Seu estudo e sua divulgação. José Antônio Castilho. Capivari, EME, 1994.
  • CHICO XAVIER. In A força desconhecida - um pesquisador inglês examina os fenômenos paranormais no Brasil. Guy Playfair. Rio de Janeiro, Record, 1975.

DO DIAGRAMA

  • Como melhorar sua comunicação – Para entender e comunicar bem o Espiritismo - Ivan R. Franzolin –  Capivari, SP, EME Editora, 1994. 
  • Oratória a serviço do Espiritismo  Therezinha Oliveira -  Capivari, SP, EME, 1995. 
  • Caridade do Verbo – Luiz Signates. Goiânia : Editora Kelps,1996.
  • O Expositor Espírita – CTE/FEERGS - Porto Alegre, RS, Gráfica Metrópole, s/d

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VER TAMBÉM

Veja estes textos:

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Publicado por ALGuimaraes em 01/01/2016 às 17h17
 
01/01/2016 11h42
Bibliografia - Comunicação, Gestão de Pessoas, Desenvolvimento Organizacional

Instrutor Guima

Caro(a) leitor(a),

Abaixo vão as seguintes bibliografias:


BIBLIOGRAFIA DE GESTÃO DE PESSOAS E DESENVOLVIMENTO ORGANIZACIONAL  

Indicações bibliográficas de Gestão de Pessoas e Desenvolvimento Organizacional, listagem essa para as Seções  

  • J – DCE – DIREÇÃO DA CASA ESPÍRITA
  • K – TCE – TRABALHADORES DA CASA ESPÍRITDA e  
  • N – FFE – FORMAÇÃO DE FORMADORES ESPÍRITAS

BIBLIOGRAFIA DE COMUNICAÇÃO PESSOAL E ORGANIZACIONAL  

Indicações bibliográficas de Comunicação Pessoal e Organizacional, listagem essa para as Seções  

  • G – CCE – COMUNICAÇÃO NA CASA ESPÍRITA  
  • J – DCE – DIREÇÃO DA CASA ESPÍRITA 

 


Publicado por ALGuimaraes em 01/01/2016 às 11h42
 
01/01/2016 01h00
ESPAÇO SEARA ESPIRITUAL BEZERRA DE MENEZES

SUMÁRIO


Apresentação

A Seara Espiritual Bezerra de Menezes, de Lambari, MG, funciona em anexo ao antigo Lar Tereza Cristina, fundado e durante muitos anos mantido por d. Matilde Guilhera Moreira, médium e também fundadora da S. E. Bezerra de Menezes.

Neste espaço serão publicadas informações, notas e fotos dessa instituição.


Imagem e biografia de Bezerra de Menezes

 

Bezerra de Menezes, patrono da Seara Espírita que leva o seu nome, em Lambari, MG.

Biografia

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Atividades da instituição

Dirigida por Adão Juarez Fernandes e Renata, sua mulher, a instituição funciona na Rua Mathilde Guilhera Moreira, 159 - Vila Campos, em Lambari, MG.

Suas atividades doutrinárias e assistenciais são as seguintes:

Reuniões públicas: 

  • 3a. feira
    • Atendimento Fraterno das 19:00 às 19:50
    • Palestra Pública e Passe - Evangelização das 20:00 às 21:00 
  • 4a. feira - Estudo da Apostila do ESDE (Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita) das 19:30 às 20:30
  • 5a. feira - Estudo das Obras de Kardec (A Gênese) - 19:30 às 20:25
  • Sábado - Bazar

Reuniões reservadas:

  •  5a. feira - Reunião mediúnica - das 20:30 às 21:30

Sessão Pipoca

  • Toda última 5a. feira do mês - Com filmes e palestras espíritas

Atividades assistenciais:

  • Sábado - 15:00 às 17:00 - Grupo Fonte Viva (Trabalho com crianças com o objetivo de promover a integração da criança e do adolescente consigo mesmo, com o próximo e com Deus, através de palestras educativas, artesanato, iniciação em computação, bijuterias, culinária, etc.
  • Visitas trimestrais à  Casa de Apoio a Alcoólicos - Jesuânia
  • 3º Domingo do mês - às 13:45 - Visita aos velhinhos do Hospital São Vicente de Paulo 

Outros eventos

  • Seminários, "Quadrilha de Integração" (velhinhos do asilo, crianças do Fonte Viva, e participantes da Seara)

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Comemoração dos 11 anos de reabertura da instituição

No dia 11 de setembro de 2018, foram comemorados 11 anos de reabertura da instituição, que estivera sem atividades por longo tempo.

Na oportunidade, foi proferida por Antônio Carlos Guimarães palestra Bezerra de Menezes - O Apóstolo da Caridade. Nesse estudo, sobre os dados biográficos já muito conhecidos, deu-se realce a existências anteriores do benfeitor, nas quais ele forjou sua personalidade conciliadora, sua palavra evangélica e seu imenso coração generoso. Além de referir outras reencarnações do grande missionário do Cristo, faz-se alusão também a passagens memoráveis de Bezerra na Terra e no Plano Espiritual.

  • Confira o resumo didático, o Mapa Mental e a Apresentação PPT da referida palestra: aqui

Antes da palestra, foi exibido um vídeo institucional com a história da instituição e das atividades da casa. A abertura foi feita pelo presidente Adão Fernandes.

E, ao final, após o passe foram oferecidos aos frequentadores bolo e refrigerantes.


Quadro de Bezerra de Menezes, pintado pela confreira Cida Bhering, que ficou exposto durante a palestra da noite

O palestrante da noite, Antônio Carlos Guimarães (Guima)

As meninas da recepção, que distribuíram o mapa mental, com um resumo didático da palestra (aqui)

 

 

A chegada do público

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Eventos realizados

Abaixo, alguns eventos realizados na instituição:

  • A Comunicação na Casa Espírita - 2o. Evento (aqui)
  • Mediunidade - Um pequeno estudo introdutório - (aqui)
  • A mediunidade segundo o Apósto Paulo (aqui)

​SEMINÁRIO

  • Em 23 de maio de 2015, foi realizado o Seminário Nas Trilhas do Evangelho, com Marinho Fonseca (Psicanalista Clínico; Neuro-psico-pedagogo; Educador Social; Músico; Compositor; Radialista e Palestrante Motivacional)

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Fotos

Atividades na Seara Bezerra de Menezes, em julho de 2015. Evento: Comunicação na Casa Espírita, 2o. Evento, em parceria com a Casa Espírita Francisco de Paula Vítor


Vista externa da S. E. Bezerra de Menezes

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Memória

 

Divulgação da inauguração do Lar Thereza Cristina, em Lambari (MG). Atualmente desativado, a sede do Lar é utilizada para atividades de Evangelização Infantil e Assistência a crianças necessitadas, realizadas pela S. E. Bezerra de Menezes

Fonte: Correio da Manhã, Rio de Janeiro, edição de 16 de novembro de 1967


Vista atual do Lar Thereza Cristina


Fotografias originais de Bezerra de Menezes

A revista Reformador, da Federação Espírita Brasileira, de dezembro de 2006, trouxe à página 38 um texto de Luciano Klein Filho intitulado Novas fotografias de Bezerra de Menezes. Esta revista pode ser vista (aqui). 

Abaixo reproduzimos a matéria do Reformador:



Contatos

  • Telefone: (35) 3271-1061
  • E-mail: hermeslambari@hotmail.com

Fontes:

  • Jornal Correio da Manhã - RJ, edição de 16 de novembro de 1967.
  • Google Maps - imagens

  • Conheça a Casa Espírita Francisco de Paula Vítor (aqui)

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Publicado por ALGuimaraes em 01/01/2016 às 01h00
 
01/01/2016 00h19
EPV - ESPAÇO "FRANCISCO DE PAULA VÍTOR"

SUMÁRIO


Apresentação

No ESPAÇO dedicado a Francisco de Paula Vítor (Padre Vítor), são publicados textos, apresentações e mapas mentais de temas relativos ao Espiritismo, bem assim dados biográficos desse Espírito e informações sobre a Casa Espírita Francisco de Paula Vítor (Lambari, MG).

Clique o link a seguir para ser redirecionado ao ESPAÇO F. P. Vítor - aqui 

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Imagem e biografia de Francisco de Paula Vítor (Padre Vítor)

 Francisco de Paula Vítor, o Padre Vítor, nasceu em Campanha, MG (12/04/1827) e faleceu em Três Pontas, MG (23/09/1905), onde cumpriu seu ministério profundamente cristão por dezenas de anos. 

Um resumo biográfico dele, elaborado por Osvaldo Esteves Faria, foi publicado no livro Vida e Mensagem, psicografado por Raul Teixeira, e pode ser visto (aqui

  

Raul já recebeu dois livros ditados por Padre Vítor.

Em novembro de 2015, Francisco de Paula Vítor foi beatificado pela Igreja Católica.

Veja também este texto sobre os 190 anos de nascimento de Paula Vítor - aqui

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(*) A pintura que abre este texto é de autoria de Aparecida Bhering, e está exposta no salão de reuniões da Casa Espírita Francisco de Paula Vítor, em Lambari, MG.


Cenas da vida de Padre Vítor

Veja também a palestra acima, proferida por Antônio Carlos Guimarães, em 20 de junho de 2016, na CASA ESPÍRITA FRANCISCO DE PAULA VÍTOR, em Lambari, MG.


Atividades da instituição

Sob a direção de Carlos Capelli, Etelvina Araújo, Fátima Shima e Carmen Delfini, a instituição funciona na Rua Afonso de Vilhena Paiva, n. 355 - Campinho, em Lambari, MG.

Suas atividades doutrinárias e assistenciais são as seguintes:

Reuniões públicas: 

  • 2a. feira
    • Atendimento Fraterno das 19:00 às 19:50
    • Palestra Pública e Passe - Evangelização das 20:00 às 21:00 
  • 3a. feira
    • Trabalhos mediúnicos - Reservado
  • 4a. feira -
    • Estudos em 3 frentes: Obra básica, Obras de André Luiz, Obras Espiritualistas
    • Toda terceira 4a. feira do mês Seminário de Autoconhecimento, com Paulo Mello
  • 5a. feira
    • Bazar beneficente das 13 às 15h
    • Toda última 5a. feira do mês - Distribuição de cestas básicas - assistência social
  • 6a. feira - Passe coletivo e Atendimento Espiritual

Reuniões reservadas:

  •  3a. feira - Reunião mediúnica - das 20:30 às 21:30

Outros eventos

  • Ciclo Mensal de Palestras - Autoconhecimento - com Paulo Mello

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Eventos realizados

Abaixo, alguns eventos realizados na instituição:

  • A  obsessão espiritual - Alguns conceitos fundamentais (aqui) 
  • A Comunicação na Casa Espírita - 1o. Evento (aqui)
  • Lançamento do livro OS CURADORES DO SENHOR - (aqui)
  • Evangelho e Família (aqui)
  • As três Revelações Cristãs (aqui)
  • Renovação Espiritual na Visão Espírita (aqui)
  • Religião e Moral Espírita (aqui)
  • A Lei de Causa e Efeito na Visão Espírita (aqui)
  • O planejamento espiritual da missão de Paulo, Apóstolo (aqui)
  • O cego de Jericó (aqui)
  • Aula resumida de Conceitos da Doutrina Espírita (aqui)

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Palestra sobre O Evangelho segundo o Espiritismo

Realizada no dia 29 de agosto de 2016, por Antônio Carlos Guimarães, a palestra O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO: Elaboração, edição e estruturação tratou da elaboração de O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO: sua edição com o nome original de IMITATION L'ÉVANGILE SELON LE SPIRITISME e as diferenças para a segunda edição (cujo nome foi alterado para L'ÉVANGILE SELON LE SPIRITISME), sua condição de roteiro de prática da moral cristã, as consequências de seu lançamento para o conhecimento da evolução espiritual da humanidade, e bem assim apresentou uma interessante visão sobre a forma como Kardec o estruturou.

Confira (aqui)


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Palestra Os princípios básicos da Doutrina Espírita

 Realizada no dia 30 de abril de 2018, por André Luiz Sobreiro, a palestra OS PRINCÍPIOS BÁSICOS DA DOUTRINA ESPÍRITA tratou da importância de se conhecer os princípios básicos do Espiritismo — Deus (Criador), Espírito (criatura), Evolução espiritual,  Pluralidade dos mundos habitados, Comunicabilidade entre as dimensões corporal e espiritual e Reencarnação  — que alicerçam a fé espírita: a fé raciocinada, como Allan Kardec ensinou. 

André Sobreiro, que é professor de profissão, está realizando um ciclo de palestras pelo Sul de Minas e ministrou na Casa Espírita Francisco de Paula Vítor palestra agradável e comunicativa, embasada nas obras da Codificação Espírita e nos textos bíblicos e evangélicos, ligando conceitos doutrinários e ensinamentos de Jesus às ocorrências cotidianas de nossa existência na Terra, na vida pessoal, familiar e social.

  O evento atraiu grande número de pessoas de Lambari e das cidades vizinhas, lotando a pioneira Casa Espírita F. P. Vítor, fundada nos anos 1930.


  • Veja esta entrevista do palestrante à revista eletrônica O CONSOLADOR - aqui


Manifestações espíritas de Padre Vítor

O patrono Padre Victor

  Editado pela União Espírita Mineira (UEM)

Na noite de 22 de dezembro de 1956, no “Centro Espírita Humildade, Amor e Luz”, o medianeiro Chico Xavier recebeu comovente página, simplesmente denominada MENSAGEM.

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Viagem curiosa

​  Editado pela União Espírita Mineira (UEM)

No livro Mandato de Amor, há alguns casos de Chico Xavier narrados por Arnaldo Rocha. Num deles, intitulado Viagem curiosa, ocorre uma menção ao nosso Padre Vítor.

Eis o trecho:


No trajeto até Angra, paramos em Barra do Piraí para rever Sebastião Lasneaux. Depois, passamos a tarde em Resende, onde intencionávamos conhecer a cidade. Vivia ali um amigo de Chico, que correspondera-se com ele 20 anos antes e que não conhecia fisicamente.

Já nos habituáramos com seu insólito viver e, mesmo assim, perguntamos-lhe se ao menos sabia o endereço de tal amigo. Respondeu-nos:

— Conheço a rua e a casa! Às vezes, amigos espirituais me trazem aqui!…

E lá fomos os três.

A casa era bonita, com lindo jardim. Tocamos uma sineta e uma senhora idosa recebeu-nos ao portão. Chico identificou-se e abraçaram-se, sorrindo e chorando.

— Ah, querido benfeitor! Temos sentido muito a sua ausência. Ele anda muito doente, estranho! Os médicos não conseguem definir um diagnóstico!

Adentramos a moradia, decorada com muito bom gosto. Seguimos até o quarto do enfermo que, acamado, respirava com dificuldade. Estava pálido, translúcido, mal aguentando seus presumidos 40 anos. Ao ver-nos, tentou levantar-se e, nesse momento, Chico pediu que nos retirássemos, pois pretendia ficar a sós com o amigo.

A senhora levou-nos a outra sala, serviu-nos café e relatou que havia 2 dias escrevera a Chico. O serviço de correio naquela época era por demais moroso e, por isto, calculei que a correspondência só chegaria a Pedro Leopoldo na semana vindoura. — Sou católica. Entretanto, meu filho se interessa muito pela Doutrina Espírita. Temos todos os seus livros — referiu-se ao médium — com dedicatórias delicadas, escritas por suas próprias mãos! Sabia que viria aqui hoje. O bondoso Padre Victor me disse!…

Ao deixar-nos, por instantes, virei-me para Ennio:

— Professor — nós nos tratávamos assim por pura brincadeira — esse pessoal é “lelé da cuca”! Bem lhe falei que andar com o “Gustusura” não é nada fácil! Topa-se com o extraordinário a todo momento!!!

Permanecemos na saleta por umas duas horas. Para nossa surpresa, Chico surgiu abraçado ao doente, todo risonho, bem como a senhora. Palestramos ainda por mais alguns minutos e despedimo-nos.

Na rua, fugindo à regra imposta pela discrição, perguntei a Chico:

— Gostaria que respondesse a algumas perguntas!…

Ao que ele respondeu:

— Padre Victor é um Espírito muito bom e venerado nessas regiões e em todo o sul de nosso Estado… Quanto às perguntas, não as façam, por favor!

Calei-me. Chico sugeriu que pernoitássemos em algum hotel, talvez no Itatiaia. Um táxi conduziu-nos num percurso que durou pouco mais de uma hora.

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Feliz Regresso

  Editado pela IDEAL (aqui)

O livro Feliz Regresso é composto por mensagens de diversos espíritos  enviadas a familiares encarnados, psicografadas por Chico Xavier. Nele há mensagens dos irmãos Rosângela e Paulo César (*), desencarnados ainda muito jovens, no curto espaço de oito meses. Em mensagem aos pais, Rosângela conta que foi assistida por Padre Vítor e continuava recebendo dele assistência no mundo espiritual.

Eis o trecho:


Pensei em vocês e em nosso Paulo César e chorei com imensa amargura, mal sabendo que o irmão querido viria também, logo depois. Vi-me no último dia, creio que a dezessete de julho, há mais de dois anos passados, carregada de um estabelecimento para outro. Julguei que voltava para casa e acomodei-me como pude. Dormi compreendendo que anestésicos me haviam sido ministrados por médicos que não conhecia, mas despertei com as preces e lágrimas de mamãe e do papai, do irmão e dos outros amigos, supondo estivesse de regresso do nosso pouso doméstico, entretanto, estava um sacerdote amigo ao meu lado. Conhecia-o por retratos. Era um padre moreno e de cabelos prateados que me falava como se fosse meu pai. Explicou-me a verdadeira situação. Chorei, mas chorei muito. Era o Padre Vitor, Francisco de Paula Vitor a me falar de parentes amigos que me ajudaram. Depois apresentou-me o tio Luiz e o vovô Silvério que me abençoavam com alegria.  

........................

O nosso amigo Padre Vitor tem orientado as minhas atividades novas, que se ampliaram muito, após o regresso de Paulo César para cá, deixando a família. Insisti quanto pude para escrever a você, para falar, porque preciso vê-los mais tranquilos.

(Grifamos.)


(*) Rosângela Silvério Leite: Nascimento: 5.9.1957. Desencarnação: 17.7.1975.

Paulo César Silvério Leite: Nascimento: 24.6.1955. Desencarnação: 26.3.1976.

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Mensagens psicofônicas

 Editado pela FEB

No livro Devassando o invisível, Yvonne A. Pereira, tratando dos ditados mediúnicos, diz não conhecer nenhum médium verdadeiramente analfabeto que apresentasse obra literária espírita, embora tenhamos conhecimento de alguns poucos exemplos desses, havidos na história da mediunidade. E, em nota de rodapé, narra o seguinte caso:

Na cidade de Lavras, Minas Gerais, durante o período 1926-1930, conhecemos como médium do Centro Espírita de Lavras uma senhora de cor, cujo coração boníssimo soube muito bem assimilar a Doutrina dos Espíritos, mas analfabeta, pois mal sabia assinar o próprio nome e apenas lia, com grande esforço, as preces contidas no final de O Evangelho segundo o Espiritismo, de Allan Kardec. Chamava-se Eugênia da Conceição e residia numa travessa da antiga rua do Cônego. Recebendo, em memoráveis reuniões realizadas por aquele centro, (...) o Espírito de Padre Vítor, através da incorporação, essa médium fazia os mais belos discursos filosóficos e de alta moral que jamais ouvimos, os quais, às vezes, levavam trinta minutos e mais ainda, lembrando, efetivamente, o sermão de um sacerdote, no púlpito das igrejas. (...) Tais discursos, no entanto, apresentavam frequentes erros de português, visto que, médium analfabeta, não oferecia maleabilidade suficiente aos Espíritos comunicantes para uma transmissão mais completa.


Fotos

EVENTO: LANÇAMENTO DO LIVRO "OS CURADORES DO SENHOR"


O autor (Antônio Carlos Guimarães) preparando-se para a palestra de apresentação do livro OS CURADORES DO SENHOR (o autor assina as obras espiritas com o pseudônimo de Antônio Lobo Guimarães)

Ao fundo, um quadro com a imagem de Padre Vítor, pintado por Aparecida Behring.


EVENTO: A COMUNICAÇÃO NA CASA ESPÍRITA - 1a. Parte - Nov/2014

 

  

  

Atividades na Casa Espírita F. P. Vítor, em novembro de 2014. Evento: Comunicação na Casa Espírita, 2o. Evento, em parceria com a Seara Espiritual Bezerra de Menezes

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Memória

O Centro Espírita 24 de Junho (*)

Numa noite memorável, no centro fundado pelos irmãos portugueses no bairro Campinho, em Lambari, revelou-se o Espírito de Francisco de Paula Vítor.

Na humildade do pequeno núcleo, o iluminado Espírito daquele que em vida fora conhecido como Padre Vítor, cuja memória, por essa época, já era objeto de culto por milhares de pessoas, ressurge dos mortos para provar a existência da Verdadeira Vida e para conclamar os trabalhadores de todas as Searas do Cristo a tomar da charrua e arrotear a parte que lhes cabe na fundação do Reino de Deus na Terra.

E Francisco de Paula Vítor esclarece que, atuando do Mundo Maior, já se tornara pastor e educador não apenas dos irmãos de confissão católica, e sim também de todos aqueles que buscam o Reino de Deus pela senda que seja, visto que Jesus ensinara que nenhuma das Suas ovelhas se perderia. E informa que, além dos seus compromissos espirituais com a Igreja de Roma, a que dedicara sua última vida na Terra, e à qual continuava assistindo do Plano Espiritual, entre outras missões, recebera também a de guiar uma equipe responsável por fundar e orientar inúmeros centros espíritas, e em especial no Sul do Estado de Minas Gerais, em face de seus laços espirituais com a região em que estivera recentemente encarnado.

O irmão de luz prosseguiu dizendo que também aquele núcleo espírita de Lambari, cidadezinha tão ligada a sua Campanha, a terra em que nascera, estava entre aqueles que receberiam proteção de sua equipe espiritual. E acrescentou que acerbas lutas viriam para todos os trabalhadores da casa,que grandes desafios teriam de ser vencidos, fosse no plano material, fosse no plano espiritual, mas que ele estaria sempre presente nos momentos de maior dificuldade.

Despediu-se orando ao Pai e pedindo Sua proteção para todos os irmãos presentes. Antônio Vidal, Manoel Vidal, José da Cunha Dutra, Alberto Franco, o menino Armandinho Vidal, filho de Manoel, os médiuns Agustinho, Armando e Dudu, e uma dezena de pessoas anônimas, emocionaram-se às lágrimas, contemplados com a palavra extraordinária de Padre Vítor, pelas doces vibrações magnéticas que caíram sobre suas cabeças, pela energia invulgar que lhes vibrou os corações tocados de fé.

E, algum tempo depois, no dia vinte e quatro de junho de 1938 realizou-se a reunião de fundação daquele núcleo espírita, que tomou como nome o dia de sua fundação, e como protetor o Espírito de Francisco de Paula Vítor.


Antigo C. E. 24 de Junho, atual C. E. Francisco de Paula Vítor, no Bairro do Campinho, em Lambari, MG 


(*) Esta narrativa faz parte do livro Abigail [Mediunidade e redenção], de autoria de Antônio Lobo Guimarães, pseudônimo com que Antônio Carlos Guimarães assina a série MEMÓRIAS DE ÁGUINHAS. Veja acima o tópico Livros à Venda.

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Fundação e evolução do C. E. Vinte e Quatro de Junho

  • Fundação – 24 de junho de 1938
  • Local: Ponto Chic – Rua do Campinho – Bairro Campinho – Cômodo anexo à casa de Manoel Vidal Júnior
  • Ata de fundação – 10 de novembro de 1938
  • Compra do imóvel (terreno 10 m x 20 m) a Fernando Leopoldo Lemos, feita por Alberto Moreira Franco em 22 de abril de 1942 – Rua Afonso de Vilhena Paiva, nº 355, Bairro Campinho. 
  • No terreno acima, anos depois, foi construída a sede do centro; a obra durou cerca de 10 meses. Para construção dessa sede, colaboraram, entre outros, os irmãos Vidal, seus fundadores, Alberto Moreira Franco e José Guimarães Silva, que também puxou os materiais em seu carro de bois.
  • Escritura do imóvel e transferência para a Federação Espírita Brasileira – FEB – 14 de março de 1963, feita por Ana Moreira da Silva (viúva de Alberto Moreira Franco, que desencarnara em agosto de 1958) 
  • O centro ainda funciona no mesmo endereço, tendo sido o imóvel reformado e ampliado.
  • Em 1999, o nome do centro foi alterado para Casa Espírita Francisco de Paula Vítor. • Em 2009, foi inaugurado, ao fundo, um novo pavimento, com salas e um salão de reuniões.

Presidentes

  • Décadas de 1930 e 1940
    • Antônio da Silva Vidal 
  • Década de 1940 e 1950
    • Alberto Moreira Franco
  • Décadas de 1950, 1960 e 1970
    • Vicente Guimarães de Souza 
    • José Guimarães Silva
    • José Gregatti Sobrinho
    • Osvaldo Dutra
  • Década de 1970 e 1980
    • Benedito Moreira Franco
    • Guaracy Pereira Dias
  • Década de 1990 e 2000
    • José Afonso Nogueira Paim
    • Daisy Arantes
    • Nélio Cardoso da Silva
    • Ermita Menezes da Silva
    • Naby José
    • Carmen São Marcos Delfini

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Uma breve história da CASA ESPÍRITA FRANCISCO DE PAULA VÍTOR


  • Conheça a Seara Espiritual Bezerra de Menezes (aqui)

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Publicado por ALGuimaraes em 01/01/2016 às 00h19
 
28/12/2015 05h58
ONDE ENCONTRO - Planificação e Elaboração de Palestras

SUMÁRIO

  1. Introdução
  2. Definições iniciais
  3. Glossário de oratória
  4. Conceitos importantes
  5. As três etapas de uma palestra
  6. Planificação da palestra
    1. ​Visão geral do Processo de Planificação da Palestra
    2. Detalhamento do Processo de Planificação da Palestra
    3. Os elementos da Etapa de Planificação da Palestra
    4. Fidelidade doutrinária e Qualidade da Palestra
  7. Elaboração da palestra
    1. ​Examinando um Plano de Palestra
    2. O Esquema de Pesquisa e Composição
    3. O Esquema em Cruz
    4. Examinando os elementos da Etapa de Elaboração da Palestra
  8. ​​Dicas úteis para palestrantes
    1. Textos e orientações úteis do APRENDIZADO ESPÍRITA
    2. Planos de palestras e palestras prontas
    3. Textos e orientações para palestrantes
    4. Roteiros de palestras
  9. Linkoteca
  10. Indicações Bibliográficas
  11. Veja também

Muitos acreditaram em Jesus por causa de sua palavra. (EVANGELHO DE JOÃO, 4:41)

Prefiro falar na igreja cinco palavras com meu entendimento, para instruir outros,                                    a falar dez mil em outras línguas. (PAULO, COR. I, 14:19) 

Quando um discurso é muito grande, o meio faz esquecer o princípio e o  fim faz esquecer o meio. (F. SALLES)

Instrução demais é pior do que instrução de menos. (M. MONTESSORI)  


1 - INTRODUÇÃO


Instrutor Guima

Caro(a) leitor(a),

Objetivos

Nosso objetivo aqui é trazer alguns subsídios para a planificação, a elaboração e a apresentação de uma palestra pública na Casa Espírita.

A palestra pública

Como se sabe, a palestra pública tem algumas especificidades:

  • Seu objetivo é esclarecer, informar, consolar e conscientizar, com base na Codificação Espírita e no Evangelho de Jesus.
  • Sua montagem deve estar de acordo com o público e os objetivos esperados.
  • Sua duração deve se dar entre quarenta e cinquenta minutos.
  • Sua estrutura deve ter argumentos bem delineados, exemplos fáceis de captar e uma mensagem que atenda às necessidades do público.

Levantamento de informações

A planificação da palestra requer algumas informações preliminares, que variam segundo os diferentes centros espíritas. Assim, é preciso conhecer alguns aspectos da reunião pública em que se vai palestrar, como estes exemplos:

  • Em que meio se situa? É preciso saber do perfil, das necessidades e do repertório da comunidade onde funciona a Casa Espírita.
  • Qual é o público-alvo? É preciso se informar do perfil e das necessidades dos frequentadores da Casa Espírita.
  • Qual é o repertório desse público? É preciso conhecer as referências, os valores e os conhecimentos detidos pelo público.
  • Que se espera das palestras públicas ali proferidas? É preciso saber dos objetivos da instituição para atendê-los, mas subordinando-os sempre aos comandos superiores da Divulgação Doutrinária Espírita.

Isso vai orientar o expositor na preparação e execução de sua palestra: tema, tom, nível vocabular e enfoque doutrinário têm de ser ajustados a esses fatores.

Informações para iniciantes

Registre-se que as instruções desta unidade são básicas, de interesse, portanto, dos que estão começando nas lides doutrinárias da exposição, ou daqueles outros que buscam ferramentas eletrônicas auxiliares na elaboração de palestras espíritas. 

Informações e estudos mais completos sobre o tema poderão ser encontrados na Seção G - COMUNICAÇÃO NA CASA ESPÍRITA- CCE.     

É isso. Bom proveito!

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2 - DEFINIÇÕES INICIAIS


As definições de alguns termos e expressões utilizados nesta unidade facilitarão o entendimento do que vem a seguir.

Por isso, visite  o MÓDULO - Conceitos didáticos e pedagógicos (aqui) e leia informações sobre estes assuntos:

  • Distinção entre Assunto e Tema
  • Objetivos comportamentais
  • Métodos e técnicas didáticos
  • Termos escolares
  • Agentes de ensino e exposição
  • Termos do planejamento de ensino

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3 - GLOSSÁRIO DE ORATÓRIA


Abaixo vão alguns termos e expressões sobre oratória:

  • EXPOSITOR: Pessoa que expõe ou interpreta (esclarece) um texto, uma teoria, uma doutrina.
    ORADOR: Que tem o dom da palavra; o que faz uma oração ou discurso.
    PROFESSOR: Individuo que ensina uma arte, uma ciência, uma língua, etc.
    PREGADOR: Aquele faz pregação.
    TRIBUNO: Orador
    APRESENTAÇÃO(1) Ação ou resultado de apresentar(se). (2) Discurso breve que introduz alguém ao público.
    CONFERÊNCIA: Palestra feita diante de um público sobre diferentes questões (literárias, religiosas, científicas, filosóficas, políticas, etc.)
    DISCURSO: Oração, fala, arrazoado.
    DISCURSAR: Expor com método.
    EXPOR: Tornar conhecido ou evidente, revelar.
    ENSINAR: Dar informações precisas, transmitir conhecimentos.
    ELOQUÊNCIA: Talento de convencer, deleitar ou comover.
    GRANDILOQUÊNCIA: Qualidade do estilo muito elevado, grandioso, pomposo; muito eloquente.
    ORAÇÃO: Discurso, sermão, fala.
    ORATÓRIA: Arte de bem falar em público.
    PALESTRA: Conferência breve sobre assunto científico, literário, religioso, etc.
    PREGAÇÃO: Ação de pregar, prédica, sermão.
    PREGAR: Comentar um sermão ou prédica
    PRELEÇÃO: Peça oratória que o orador pronuncia para instrução de seus ouvintes.
    PRÉDICA: Pregação, sermão, discurso.
    PERSUASÃO: Ato ou efeito de persuadir.
    PERSUASIVO: Que persuade (sinônimos: persuasível, persuasório, persuasor, suasivo, suasório)
    RETÓRICA: Arte de bem falar; conjunto de regras relativas à eloquência.
    TRIBUNA: Lugar de onde discursam os oradores.

Referências:

  • Como persuadir, falando. Marques Oliveira. Rio de Janeiro, Ediouro.
  • O orador espírita. Eliseu Rigonatti. São Paulo, LAKE.
  • Regras básicas para o expositor espírita [Apostila]. UEM - União Espírita Mineira. Trabalho do CRE/Uberaba - s/d
  • Orientação para os expositores. [Apostila]. Secretaria da 10a. COMJESC, Blumenau, SC

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4 - CONCEITOS IMPORTANTES


[O comunicador espírita é]... uma pessoa comum, sem qualidades extraordinárias que assume o encargo de auxiliar a difusão e o entendimento da Doutrina Espírita, visando a sua transformação moral e do próximo.

(RENÊ IVAN FRANZOLIN. Como melhorar sua comunicação)


Instrutor Guima

Seguem abaixo algumas informações e conceitos que vão facilitar os tópicos seguintes da unidade.

Examine-os com atenção.


No Espiritismo a mensagem tem de ser embasada no amor, não no autoritarismo. Sem imposição, acatando-se o livre-arbítrio das pessoas. Além disso, é preciso respeitar as escolhas e os caminhos percorridos pelos indivíduos, pois ninguém tem o monopólio do bom senso, e a vida é complexa e abundante de opções.

Assim, veja bem os itens 1, 2 e 3 abaixo:


4. 1 - CARACTERÍSTICA FUNDAMENTAL DO ESPIRITISMO

Baseado em Nazareno Tourinho


4. 2 - ZONA DE CONFORTO

Todos nós temos nossas zonas de conforto. Estas costumam ser consequência do lugar onde fomos criados (Norte, Nordeste, Sul, Sudeste), nossas religiões ou filosofias (judaica, católica, protestante, humanista, muçulmana, ateia, espírita, umbandista, etc.), nossa educação e profissão (mestres, doutores, engenheiros, escritores, empreendedores, vendedores, funcionários, assalariados), nossa herança cultural (europeia, negra, índia, miscegenada) orientação sexual (heterossesual, homossexual, ambos, nenhuma), etc. 

A sua zona de conforto é única e faz de você o que você é. Ela também exige que você seja sensível às zonas de conforto das outras pessoas se você quiser se comunicar eficientemente com elas.

(Harvey  A . Robbins in  Como Ouvir e Falar com Eficácia)

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4. 3 - REPERTÓRIO, CRENÇAS, VALORES


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5 - AS TRÊS ETAPAS DE UMA PALESTRA


Três são as etapas de uma palestra: planificação, elaboração e apresentação.

PLANIFICAR* é pensar a ação, isto é, saber com antecedência como agir para alcançar os objetivos que queremos atingir. É determinar qual é o melhor curso de ação para se chegar à meta antecipadamente traçada. É estabelecer as ações necessárias à consecução das metas fixadas.

ELABORAR é construir a palestra, seguindo os passos e executando as ações previstas na planificação. É a fase de montagem, de estruturação da palestra.

APRESENTAR é pôr-se diante do público e mostrar-lhe o produto do trabalho executado. Aqui engenho e arte são necessários.

O engenho da abertura que desperta, do desenvolvimento que prende, motiva, instiga, ou sensibiliza — e  do fecho que venha a coroar a exposição e assegurar ao público: ou uma reflexão evangélica, ou uma palavra de consolação e esperança, ou um despertamento para os valores do Espírito. 

E a arte de expor tudo isso com clareza, elegância, simplicidade e emoção.


(*) Recorde-se que: PLANIFICAÇÃOAção ou resultado de planificar. O mesmo que planejamento ou programação.

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6 - PLANIFICAÇÃO DA PALESTRA


Instrutor Guima

Como visto acima no tópico 5, são três as etapas de uma palestra: planificação, elaboração e apresentaçãoNeste tópico 6, vamos enfocar a Etapa de PLANIFICAÇÃO da Palestra.

Primeiramente, damos uma visão geral do processo de planificação da palestra; a seguir, detalhamos um pouco mais esse plano.


6.1 - VISÃO GERAL DO PROCESSO DE PLANIFICAÇÃO DA PALESTRA

São quatro os elementos essenciais da planificação:

  1. Determinação do tema
  2. Definição do tempo
  3. Conhecimento do público-alvo
  4. Fixação dos objetivos

Para planificar, precisa-se de informação. No caso da planificação de uma palestra, como se viu na INTRODUÇÃO desta unidade, é preciso conhecer o centro espírita, seus frequentadores, os objetivos da casa, o tema a ser desenvolvido, as orientações doutrinárias do Espiritismo, etc.

Com esses elementos:

  • Fixamos os objetivos:
    • instruir, consolar, esclarecer, informar ou discutir um tema, com base na Doutrina Espírita e o Evangelho de Jesus.
  • Selecionamos o conteúdo e os os recursos:
    • tópicos a serem desenvolvidos, fichas de apoio, eslaides, etc.​​
  • Estabelecemos as fases de execução da palestra:
    • abertura, desenvolvimento, conclusão, perguntas e respostas finais.​​​
  • E distribuímos o tempo de conformidade com os objetivos e as fases previstas para a execução.

6.2 - DETALHAMENTO DO PROCESSO DE PLANIFICAÇÃO DA PALESTRA

Instrutor Guima

Viram? Com os elementos acima (item 6.1), expositores com alguma experiência planejam suas palestras. 

Mas na Etapa da Planificação ocorrem pequenas fases, algumas delas bastante óbvias, as quais vamos destacar, por razões didáticas, detalhando mais o processo.

Na prática, saltam-se muitos desses passos, e alguns deles ocorrem simultaneamente a outros, mas nosso interesse aqui é a clareza e a compreensão.

Assim, vamos lá.

Observe o Diagrama 1 abaixo:


Diagrama 1 -  Processo de Planificação de palestra


Ele reproduz simplificadamente o processo de planificação de uma palestra.

Examinemos suas partes:


  1. Vemos, no plano mais elevado do diagrama, um conjunto de 3 elementos (diretrizes, informações e indicativos) desembocando na Planificação.
  2. Esses 3 elementos são os dados iniciais do processo de montagem de uma palestra. Com eles, concluímos a 1a. fase da Planificação, e podemos passar à fase seguinte.
  3. No plano inferior do diagrama, vemos a 2a. fase da Planificação, qual seja: a seleção de conteúdos e a escolha dos meios didáticos.
  4. Feita a seleção de conteúdos e a escolha dos meios, montamos o Esquema de pesquisa e composição (3a. fase), que será levado à etapa seguinte — a de Elaboração da Palestra. 

Esse Esquema de pesquisa e composição é o plano de construção da palestra.


Notaram que na explicação da 2a. fase "dividimos" didaticamente os passos?

Em verdade, na prática, as coisas ocorrem simultaneamente: no mesmo tempo em que vamos selecionando meios e conteúdos, vamos pesquisando livros e textos,  anotando ideias, pondo lembretes à margem das anotações, colhendo citações e histórias ilustrativas e rabiscando o esquema de pesquisa e composição da palestra...

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6.3 - OS ELEMENTOS DA ETAPA DE PLANIFICAÇÃO DA PALESTRA

Instrutor Guima

Cara(o),

Vamos prosseguir?

Pois bem, agora vamos comentar sobre os elementos que compõem a etapa de planificação da palestra.

Recordando: uma palestra tem três ETAPAS, as etapas dividem-se em FASES e nas fases estão ELEMENTOS essenciais à feitura e apresentação da palestra.

Ficou claro? ... Mais ou menos?

Então, veja este Diagrama 2:


Diagrama 2 -  Divisões da Etapa de Planificação


Agora deu para entender melhor, pois sim? Então, vamos em frente.

Observe o Quadro 1 abaixo. Nele estão os três conjuntos de elementos da etapa de planificação, quais sejam: diretrizes doutrinárias, informações e indicativos.

Viu? São os elementos supracitados, que "desembocam" na planificação. Confira no Diagrama 1 acima.

Agora, examine atentamente os itens de cada elemento, depois leia as explicações postas logo abaixo do Quadro 1. 


Quadro 1 - Elementos da Etapa de Planificação



No Quadro 1 acima, no item 1 (Diretrizes Doutrinárias) e nos itens 2, 3 e 4 (Cenário, Público e Agenda), estão a orientação doutrinária e demais informações coletadas, que constituem os INDICATIVOS para a PLANIFICAÇÃO da palestra.

Os INDICATIVOS norteiam a PLANIFICAÇÃO, e sem eles a chance de algo dar errado é muito grande.

Vejamos em síntese os elementos que formam os INDICATIVOS:

a) DIRETRIZES DOUTRINÁRIAS

Neste item definem-se:

  • (1) a natureza da palestra (doutrinária, evangélica, comemorativa, etc.) e o
  • (2) assunto (com seus desdobramentos: tema, delimitação, titulação).

b) INDICATIVOS

No item 2 estão os elementos que informam sobre o cenário físico e ambiental da palestra. Tais itens orientarão:

  • a localização do imóvel (longe, perto, ônibus, metrô, etc.);
  • o ambiente socioeconômico em que ele se situa (centro, bairro, periferia, etc.);
  • as dependências (sala, auditório, coberto ou não, grande, pequeno, etc.) e
  • os recursos disponíveis (palco elevado, alto-falante, retroprojetor, quadro de giz/pincel, flip-shart, datashow, tomadas, etc.)​

​​No item 3 estão as informações sobre o auditório: faixa etária predominante, nível sociocultural, grau de conhecimento da doutrina e/ou do assunto a ser explanado.

No item 4 estão importantes definições para o palestrante:

  • data do evento, tempo disponível, tipo de exposição (dialogada, perguntas e respostas, etc.); 
  • direção da mesa (abertura, encerramento, avisos, preces, etc.), e como é a
  • programação da casa em que a palestra vai ocorrer (mais de um orador, temas das palestras anteriores ou posteriores à que vamos executar, comentários evangélicos na abertura, passe durante a explanação, etc.)

c) ESQUEMA DE PESQUISA E COMPOSIÇÃO DA PALESTRA

Definidos os pontos acima, podemos traçar o ESQUEMA DE PESQUISA E COMPOSIÇÃO, que é o documento com base no qual vamos ELABORAR A PALESTRA.

De fato, nesse passo vamos, em síntese, definir:

  • objetivos
  • conteúdo da palestra (principais tópicos a abordar)
  • roteiro de sequenciamento da exposição
  • pontos a enfatizar e a forma de ressaltá-los
  • livros, textos, sites a serem pesquisados
  • procedimentos didáticos (exemplos, analogias, histórias, perguntas retóricas, etc.)
  • recursos (fichas, roteiro, cartazes, eslaides, pincéis, etc.) e
  • materiais que eventualmente serão distribuídos pelo orador ao auditório (resumo da palestra, mensagem ou passagem evangélica, texto para reflexão, etc.)

No item 5 está a lista dos elementos referentes ao conteúdo.

No item 6, a lista relativa aos meios.

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6.4 - FIDELIDADE E QUALIDADE DA PALESTRA 

Instrutor Guima

Ah, agora já temos a primeira versão do nosso esquema para elaboração da palestra. Mas precisamos aperfeiçoá-lo, dar-lhe qualidade didática e expositiva — e fidelidade doutrinária. Isso mesmo: a primeira regra da boa palestra espírita é ser fiel à obra de Kardec, a qual, por sua vez, é a revivescência dos puros ensinamentos do Cristo.

Pois bem. Veja a Fig. 1 a seguir — ela contém a lista dos principais itens de Controle de Qualidade da palestra.

Esses pontos geralmente são examinados depois de a palestra ter sido elaborada, mas é importante, desde o plano, ir arredondando a palestra, corrigindo suas imperfeições.


Fig. 1 - Controle de qualidade e fidelidade da palestra


Instrutor Guima

Vencida essa etapa, com o esquema pronto e revisado, teremos dado uma boa encaminhada na elaboração da palestra. 

Mas falta ainda confeccioná-la.

Mas isso é assunto para o tópico seguinte. Agora vamos descansar.

Levante-se, respire, caminhe um pouco, tome água — o que é sempre saudável — que daqui a pouco nos vemos novamente.

Até já!

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7 - ELABORAÇÃO DA PALESTRA


7.1 - EXAMINANDO UM PLANO DE PALESTRA

Instrutor Guima

Olá, estamos aqui para recomeçar.

Tudo bem? Pronto?

Vamos, pois, em frente.

Antes de prosseguirmos, examine o Plano de Palestra abaixo. Com alguns ajustes aqui e ali,  ele corresponde ao nosso Esquema de pesquisa e composição, do qual falamos acima.


Plano de palestra - Fonte: Editora Auta de Souza

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Instrutor Guima

Viu como o plano facilita enormemente a tarefa de Elaborar a palestra?

É isto: pronto o plano é só executá-lo, que "metade da palestra" já está pronta.

Antes de seguir em frente, note que tudo o que vimos até aqui pode ser resumido neste Diagrama 3:


Diagrama 3 -  Esquema de Pesquisa e Composição da Palestra


7.2 - O ESQUEMA DE PESQUISA E COMPOSIÇÃO

Instrutor Guima

Pois bem, agora vamos detalhar o nosso Esquema de pesquisa e composição e examinar seus elementos principais.

Em tom de brincadeira, dissemos acima que, tendo elaborado o Esquema "metade da tarefa" estaria pronta. É..., mas não é bem isso não.

Na verdade o nosso Esquema de pesquisa e composição corresponde a

  • a um mapeamento dos textos a serem posteriormente estudados,
  • a um inventário de citações e ideias a serem avaliadas,
  • a uma listagem de procedimentos didáticos a serem selecionados, e
  • a um rol de recursos a serem analisados.

É dessa dessa aluvião de informações, ideias, referências, etc., que vamos selecionar, ordenar e esquematizar os materiais de composição da palestra a ser proferida.

E vamos fazer isso com com clareza, simplicidade e coerência, concatenando de maneira lógica e congruente as ideias selecionadas, montando um ROTEIRO no formato narrativo (IDC).

Formato narrativo? Pois é, FORMATO NARRATIVO.

O que isso quer dizer?

Não se preocupe, para a finalidade deste estudo a coisa é bem simples:

  • Narrar é contar. É relatar um ou mais fatos que ocorreram, ao longo do tempo, concatenando os fatos: uma coisa acompanhando a outra, com começo, meio e fim.

 Viu? Narrar é contar uma história com começo, meio e fim.

Aliás, essa é a forma obrigatória de toda comunicação oral ou escrita: introdução, desenvolvimento e conclusão. O famoso IDC

O IDC está presente não só nos textos formais nos científicos, inclusive —, mas em qualquer comunicação, até mesmo nas mais banais, vamos encontrar essa estrutura de comunicação lógica: começo, meio e fim, não fosse esse o ciclo natural de todas as coisas.

Assim, qualquer ato de comunicação começa pela introdução e termina pela conclusão. 

Nossa palestra, portanto, será estruturada no modelo IDC:

  • Introdução, Desenvolvimento e Conclusão.

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7.3 - O ESQUEMA EM CRUZ

Instrutor Guima

Antes de avançar no tema deste tópico, vamos examinar a Fig. 3 -  Esquema em Cruz, que vem logo abaixo. 

Percebeu que no Esquema em Cruz estão todos os elementos do IDC? 

De fato, lá se encontram:

  • a conhecida divisão em Introdução, Desenvolvimento e Conclusão (IDC),
  • uma breve instrução de como realizar a abertura e o fecho, de como expressar as ideias, usar as citações e contar um caso.

Viu? É um roteiro resumido de como montar e apresentar uma palestra.

Esse esquema faz parte do texto Preparando o improviso, que você pode utilizar quando for necessário "falar sem estar preparado".

Mas é possível isso: Falar sem estar preparado?

Em certos casos, sim. Confira o texto Preparando o improviso (aqui).


Fig. 3 - O Esquema em Cruz

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7.4 - EXAMINANDO OS ELEMENTOS DA ETAPA DE ELABORAÇÃO DA PALESTRA

Instrutor Guima

Recorde por meio da Fig. 1 abaixo os elementos que compõem o nosso ESQUEMA DE PESQUISA E COMPOSIÇÃO, que a partir de agora vamos falar deles.



Vamos rever o que dissemos acima sobre o que é exatamente o nosso Esquema. 

Examine a Fig. 4 abaixo:


Fig. 4 - A essência do Esquema de Pesquisa e Composição da Palestra

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Pois bem, veja agora na Fig. 5 que vem a seguir as orientações básicas para desenvolver o esquema, que foi efetuado num formato NARRATIVO (ou IDC), lembra-se?


Fig. 5 - Visão Geral do Desenvolvimento do Esquema de Pesquisa e Composição da Palestra


Muito bem, estudado metódica e detidamente o material coletado (textos, ideias, citações, etc.), devemos agora selecionar, ordenar esquematizar esses materiais para compor a palestra, montando um ROTEIRO no formato narrativo (IDC).

Na Fig. 6 a seguir estão as orientações básicas para se fazer isso.

Confira:


Fig. 6 - Pontos a observar no desenvolvimento da exposição

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E você deve também decidir sobre a melhor maneira de abrir a palestra (Introdução) e encerrá-la (Conclusão).

Veja na Fig. 7 algumas sugestões sobre como fazer isso:


Fig. 7 - Sugestões de Técnicas para a Introdução e a Conclusão de Palestras


Instrutor Guima

É isso. Conforme prometemos, esses são os passos fundamentais — dados de forma resumida e esquemática — para se planificar e elaborar uma palestra espírita. 

Você também pode ver mapas mentais consolidando tudo isso que explanamos:

  • Mapa mental do Processo de Planificação e Elaboração de Palestras (aqui)
  • Diagrama do Esquema de Pesquisa e Composição de Palestras (aqui)

A seguir, você tem informações e dicas sobre ONDE ENCONTRAR materiais, técnicas e ferramentas eletrônicas para dar mais eficiência e qualidade à preparação de suas palestras.

Grande abraço.

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8 - DICAS ÚTEIS PARA PALESTRANTES


Instrutor Guima

Cara(o),

Todo palestrante espírita — como também qualquer trabalhador ligado a alguma atividade expositiva na instituição espírita — precisa estudar e se organizar para adquirir um cabedal de informações e conhecimentos que o tornem cada vez mais competente na realização de sua tarefa: divulgar a doutrina.

Abaixo vão algumas dicas e sugestões para:

  • Realização metódica do estudo e da documentação pessoal espírita
  • Adoção de um guia que oriente a pesquisa, organize as anotações, catalogue as informações
  • Criação de uma Linkoteca Pessoal com ferramentas eletrônicas úteis à redação, ao estudo e à pesquisa de materiais para palestras
  • Formação de uma biblioteca virtual.

8.1 - Textos e orientações úteis do APRENDIZADO ESPÍRITA

  • Estudar e aprender melhor (aqui)
  • Ler e escrever melhor (aqui)
  • Ferramentas eletrônicas para estudar e divulgar o Espiritismo (aqui)
  • Obras de Referências Espíritas (aqui)
  • Pesquisa bibliográfica espírita (aqui)
  • E-book Aperfeiçoando habilidades de comunicação - Parte 1 (aqui)
  • Apresentação PPT - Palestra Falar em público (aqui)
  • Linkoteca com textos e vídeos sobre comunicação e oratória (aqui)
  • A documentação bibliográfica no estudo pessoal da doutrina espírita​ (aqui)
  • GEDE - Guia de Estudos da Doutrina Espírita (aqui)
  • Técnicas de fichamento, anotações e mapas mentais (aqui)
  • Uso do PowerPoint (PPT) (aqui)
  • Perguntas retóricas (aqui)
  • Dicas do PRIMEIRO ENCONTRO DE EXPOSITORES ESPÍRITAS (CESC) (aqui)

8.2 - Planos de palestras e palestras prontas

  • Modelo de palestra da Editora Auta de Souza (aqui)
  • Modelo do Plano de palestras do CEOS (aqui)
  • Palestras prontas (Série Reuniões Públicas da Auta de Souza (aqui)
  • Palestras e estudos - Diversos temas - CEFAK (aqui)
  • Temas de palestras (bibliografia e textos) Casa do Espiritismo (aqui)
  • Carlos Parchen - Palestras Espíritas (aqui)
  • Estudos das Obras de André Luiz - Apresentações PPT (aqui)
  • CEFAK - Nosso Lar, Mensageiros, Ação e Reação - Estudos PPT (aqui)
  • Modelo de mini-palestra - Renê Franzolin (aqui)
  • Palestras deste autor (Resumos, Apresentações PPT, Mapas mentais) (aqui)

8.3 - Textos e orientações para palestrantes

  • O que é uma exposição espírita (Portal do Espírito) (aqui)
  • Material de Apoio à Confecção de Palestras (Cursos, textos e dicas) (aqui)           
  • ​​Técnicas para Confecção de Palestras (Cursos, textos e dicas) (aqui)
  • Seminários e Palestras - Preparação de Materiais - Carlos Parchen (aqui)
  • Oratória - CEISMAEL - (aqui)
  • Expositor Espírita - Considerações Gerais - Maria A. Lombardi - Apresentação PPT (aqui)
  • Expressão verbal - CEISMAEL - (aqui)
  • Como planejar uma palestra (A Era do Espírito) (aqui)
  • A dimensão da fala e a palestra espírita (Waldehir Bezerra de Almeida) (aqui)
  • Curso de Instrutores  - CEFAF - 2 Módulos -  I (aqui)  e II (aqui)
  • 8 passos para criar o roteiro de uma apresentação (aqui)
  • Vídeo - Como criar Superapresentações (Story board) (aqui).

8.4 - Roteiros de palestras

  • Roteiros de palestras públicas - FEP (aqui)
  • Roteiros para palestras - Carlos Eduardo da Silva - FEESP (aqui)
  • Roteiro de Palestras - Portal do Espírito - (aqui)
  • Roteiro de Palestras - Espirito.org - (aqui).

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9 - LINKOTECA


  • Manual do Curso de Coordenadores de Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita - ESDE. União Espírita Mineira. (aqui)
  • Sugestões para o pregador espírita. Lauro F. Carvalho. Reformador [Jun/Jul/Ago 1981] Disponível 1a. parte (aqui) - 2a. parte (aqui) e 3a. parte (aqui)
  • Algumas anotações sobre as exposições doutrinárias. Astolfo O. de Oliveira Filho. Disponível (aqui)
  • Dicionário Auxiliar do Comunicador Espírita - Renê Ivan Franzolin (aqui)
  • A reunião pública. Vanda Simões. Portal do Espírito (aqui)
  • Reunião Pública e o dia de Finados – Aplicando uma palestra na Casa Espírita. Editora Auta de Souza, Brasília. Disponível (aqui)
  • PLANEJAMENTO. In Curso de Instrutores - Unidade 10. CEFAK, Brasília. Disponível (aqui)

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10 - INDICAÇÕES BIBLIOGRÁFICAS


Espírita

  1. COMO MELHORAR SUA COMUNICAÇÃO - para entender e comunicar bem o Espiritismo – Ivan René Franzolim – Capivari, SP, EME Editora, 1994.
  2. CARIDADE DO VERBO – Métodos e Técnicas de Exposição Doutrinária Espírita – Luiz Signates - Goiânia : Editora Kelps,1996.
  3. A DIMENSÃO DA FALA E A PALESTRA ESPÍRITA – Waldehir Bezerra de Almeida – Matão, SP : O Clarim, 2011.
  4. COMO FALAR EM PÚLICO, sem desencarnar de medo – Geraldo Campetti Sobrinho; Mônica Zarati Pedrosa – Bauru, SP : CEAC, 2011.
  5. A ESSÊNCIA DA COMUNICAÇÃO – Desenvolvendo a excelência em comunicação interpessoal nas instituições espíritas – Alyrio de Cerqueira Filho – Cuiabá : Editora Espiritizar, 2012.
  6. A EFICIÊNCIA NA COMUNICAÇÃO ESPÍRITA. Wílson Czerski. São Paulo, DPL, 2001.
  7. ORATÓRIA ESPÍRITA – José Carlos Leal – Rio de Janeiro : Edições CEDL, 2003.
  8. ORATÓRIA A SERVIÇO DO ESPIRITISMO - Curso de Preparação de Expositores. Therezinha Oliveira. Capivari, SP, 1995.
  9. EXPOSITORES ESPÍRITAS. Rubens Braga. Capivari, SP, EME, 2000.
  10. CAMINHOS DA DIVULGAÇÃO ESPÍRITA – Alberto de Souza Rocha – Niterói, RJ : Lachâtre, 1999.
  11. COMUNICAÇÃO ESPÍRITA - Uma abordagem sobre exposição e oratória. Therezinha Radetic. Capivari, SP, EME, 2009.
  12. PALAVRA E DIVULGAÇÃO - Técnicas para o Expositor Espírita. Leda Marques Biguetti. São Paulo, Batuíra, 2012.
  13. O EXPOSITOR ESPÍRITA [Apostila]. CTE/FEERGS. Porto Alegre, RS, Gráfica Metrópole, s/d
  14. CURSO PARA INSTRUTORES - Como aplicar uma boa aula na Casa Espírita. Sociedade de Divulgação Espírita Auta de Souza. Brasília, Editora Auta de Souza, 2006.
  15. TÉCNICAS DE ENSINO. DIJ/União Espírita Mineira, Belo Horizonte, 1994.
  16. MANUAL DO EXPOSITOR ESPÍRITA. São Paulo, USE, 1994.
  17. SUGESTÕES AO PREGADOR ESPÍRITA. Lauro F. Carvalho. Reformador [Jun/Jul/Ago 1981]. Brasília, FEB, 1981. Disponível 1a. parte (aqui) - 2a. parte (aqui) e 3a. parte (aqui)
  18. SUGESTÕES DE TÉCNICAS DE ESTUDOS - Rubens P. Meira; Milton Felipeli [Apostila]. USE/CRE SP, s/d

Não espírita

  • ASSIM É QUE SE FALA. Reinaldo Polito. São Paulo, Saraiva, 1999.
  • COMUNICAÇÃO ESSENCIAL. Reinaldo Passadori. São Paulo, Editora Gente, 2003.

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11. VEJA TAMBÉM


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Publicado por ALGuimaraes em 28/12/2015 às 05h58



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