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Textos
O LIVRO DOS ESPÍRITOS e seus desdobramentos
 
 

                                                       SUMÁRIO
 

Na 1a. edição de O Livro dos Espíritos, de 1857, Epílogo, Allan Kardec refere às obras que se seguiriam ao primeiro livro da Codificação:

O ensino dado pelos Espíritos prossegue, neste momento, sobre várias partes, cuja publicação eles adiaram a fim de disporem de mais tempo para os elaborar e completar. A próxima publicação, que será continuação dos três livros contidos nesta primeira obra, compreenderá, entre outras coisas, os meios práticos pelos quais o homem pode conseguir neutralizar o egoísmo, fonte da maioria dos males que afligem a sociedade. 


Fonte: O livro dos espíritos - 1857 - Allan Kardec - Trad. Evandro Noleto Bezerra. Brasília, FEB, 1a. edição, 2013

Livro dos Espíritos é um repositório de princípios fundamentais, do qual emergem inúmeras "tomadas" para outras tantas especulações, conquistas e relizações. Nele estão os germes de todas as grandes ideias que a humanidade sonhou pelos tempos afora, mas os Espíritos não realizam por nós o nosso trabalho.

Hermínio C. Miranda. A obra de Kardec e Kardec diante da obra. Reformador, março/1972

Apresentação

Abaixo vão algumas referências à importância de
O Livro dos Espíritos como obra fundamental da Doutrina dos Espíritos, o desenvolvimento de suas partes em obras subsequentes, a conexão entre as obras da Codificação e a indicação de outros textos que tratam do tema.

Veja a seguir.
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Deolindo Amorim e a conexão entre as obras da Codificação

Deolindo Amorim foi um típico "professor de Espiritismo" e dedicou-se especialmente a essa tarefa, utilizando métodos didáticos na exposição espírita, inicialmente, no Centro Espirita 18 de Abril, depois na Faculdade Brasileiro de Estudos Psíquicos e, por fim, no Instituto de Cultura Espírita do Brasil, fundado por ele.

Muitas dessas aulas memoráveis foram registradas em livros,os quais listamos abaixo (1) (2). Entre essas aulas estão explanações interessantes relativas à conexão entre as obras da Codificação Espírita.

É o que veremos a seguir.

 

Confira abaixo os textos sobre as relações de O LIVRO DOS ESPÍRITOS com outros livros das Codificação:

Texto 1 - Origem, plano e conteúdo geral do LIVRO DOS ESPÍRITOS (Caderno 5, 1959)
Texto 2 - Relações d’O LIVRO DOS ESPÍRITOS com as outras obras da Codificação do Espiritismo (Caderno 5, 1959)
Texto 3 - Conexões entre as obras básicas da DOUTRINA ESPÍRITA (Anais I - 1964/70)

Esses textos podem ser examinados nestes links:
 
Texto 1 - aqui - páginas 5 a 11
Texto 2 - aqui - páginas 12 a 30
Texto 3 - aqui
 

 
Fonte: Doutrina Espírita, Deolindo Amorim. Círculo Espírita da Oração, Salvador, BA, 1993

Notas:
(1) As aulas de Deolindo Amorim e de outros expositores das entidades citadas acima foram enfeixadas em coletâneas. As relativas ao Centro Espirita 18 de Abril (Cadernos Doutrinários) dos anos 1950, na coletânea CADERNO DOUTRINÁRIO, e as do ICEB (a partir de 1964 ), nos famosos ANAIS DO ICEB.

Os 5 volumes dos Cadernos Doutrinários estão disponíveis aqui:
http://bvespirita.com/Apostilas.html
 (procure: C.E. 18 de Abril)

            

(2) Alguns cursos ministrados por Deolindo Amorim podem ser vistos no livro abaixo, organizado e anotado por Elzio Ferreira de Souza, editado pelo Círculo Espírita da Oração, Salvador, BA, em 1993.

 

Fonte: Doutrina Espírita, Deolindo Amorim. Círculo Espírita da Oração, Salvador, BA, 1993
 
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Integração e interação das obras da Codificação Espírita

No livro Espiritismo básico, Pedro Franco Barbosa apresenta o seguinte quadro, para demonstrar a integração e a interação entre as obras de Kardec:
 
Extraído de Espiritismo Básico, Pedro Franco Barbosa
       
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O Livro dos Espíritos - Um divisor de águas

Sob o título Um divisor de águas, do livro Os três caminhos de Hécate (aqui), Herculano Pires mostra a importância de O Livro dos Espíritos ao inaugurar uma nova fase da vida humana: a Era Espírita.

Confira:

 
 A 18 de abril de 1857, a primeira edição de “O Livro dos Espíritos” aparecia nas livrarias de Paris, e com ela raiava para o mundo uma nova fase da vida humana, a que hoje damos o nome de “era espírita”. O responsável pela publicação era um ilustre professor francês, discípulo de Pestalozzi, autor de várias obras didáticas, largamente conhecido pela sua vasta cultura e seu invejável equilíbrio de espírito. Assinava o livro com pseudônimo por dois motivos: para diferenciar a sua atividade nas letras didáticas da sua atividade no campo espiritual e, ao mesmo tempo, para confirmar a sua crença na reencarnação anterior, quando sacerdote druída, entre os celtas.

Até esse momento, esse dia exato – 18 de abril de 1857 –, não se conhecia no mundo a palavra “Espiritismo”. Os fenômenos de Hydesville, com as irmãs Fox, ocorridos dez anos antes nos Estados Unidos, puseram na ordem do dia o problema da sobrevivência. As explicações, as hipóteses, as teorias brilhantes ou não, e mesmo as tentativas de formulação doutrinária, repetiram-se por toda parte. Videntes numerosos assumiam atitudes de mestres, na linha mística de Swedenborg. Mas, com tudo isso, a confusão era cada vez maior. De um lado, as religiões tradicionais impugnavam a novidade, baseadas em sua autoridade cegamente aceita. De outro lado, os homens de ciência recusavam-se a aceitá-la. Falava-se em NeoEspiritualismo, mas em geral esta palavra não definia nada, a não ser o surto de um movimento confuso. 

Com “O Livro dos Espíritos”, essa fase de transição foi superada. Kardec lançava uma palavra nova, “Spiritisme”, que definia, uma doutrina já perfeitamente estruturada em seu livro.

Essa doutrina, ao contrário da confusão reinante no chamado Neo-Espiritualismo, não se baseava na autoridade pessoal de um vidente, de um profeta ou coisa semelhante, mas “nas instruções dos Espíritos Superiores”, dada através de vários médiuns, e nas observações e experiências de um pesquisador competente e culto.

Aquilo que dizem os marxistas a respeito de sua doutrina, no tocante à evolução do problema socialista, podemos dizer a propósito de “O Livro dos Espíritos”: com ele surgiu o Espiritualismo Científico, superando a fase confusa do Espiritualismo Utópico. Dali por diante, falar em espíritos não era mais falar em bruxas e gnomos, em figuras de ficção ou de lenda, mas em entidades inteligentes, criaturas humanas que haviam sobrevivido à morte do corpo.

As próprias religiões tradicionais, que então lutavam desesperadamente contra o progresso do materialismo, nada de concreto e positivo podendo opor a esse progresso, foram imediatamente beneficiadas com o aparecimento do Espiritismo. Os homens de cultura, de pensamento, que não sabiam como sustentar a sua fé, diante da impossibilidade de defendê-la perante a ciência, viram-se amparados por uma nova arma. O Espiritismo, como acentuou Kardec em seus livros, tornou possível às religiões enfrentarem o materialismo em seu próprio terreno e com suas próprias armas. Já se podia falar em verificação experimental da existência da alma. E os grandes cientistas do século sentiram-se animados a tratar do problema espiritual como coisa séria, e não mais como simples superstição.

O que “A Origem das Espécies”, de Darwin, representou para o progresso da concepção antropológica; o que “O Discurso do Método”, de Descartes, significou na mudança de posição do pensamento medieval para o moderno, o que “A Psicologia como Ciência”, de Herbart, e os “Elementos de Psicofísica”, de Fechner, representaram na transição da psicologia clássica para 
moderna, “O Livro dos Espíritos” representa, na transição ainda em curso, do espiritualismo clássico para o espiritualismo moderno.

Agora mesmo nos chegam notícias da França, relativas à organização de uma Sociedade Internacional de Parapsicólogos Católicos, empenhada no esclarecimento dos fenômenos espíritas. Sem a publicação do livro de Kardec, em 1857, não teria sido possível o aparecimento da Metapsíquica, de Richet, da qual surgiu a Parapsicologia de Rhine, agora vitoriosa nos meios universitários da América e da Europa, despertando o interesse dos próprios círculos católicos.

A importância de “O Livro dos Espíritos” no pensamento moderno é simplesmente fundamental. Esse livro, que é a obra básica do Espiritismo, representa o marco de uma nova era, no tocante aos problemas espirituais. Com ele, o mundo superou, por assim dizer, de um golpe, o longo passado mítico e dolorosamente místico da humanidade, para abrir as portas dos antigos mistérios ao pensamento racional e à investigação científica. Foi por isso que Kardec chamou o Espiritismo de III Revelação, acentuando que se trata de uma revelação de dupla natureza, ao mesmo tempo divina e humana. Revelação divina, porque dada ao homem através das manifestações espirituais, e humana ou científica, porque elaborada e desenvolvida pelo homem no plano da razão e da experimentação.

 
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Veja também
 
- Explicação sobre o livro, por J. Herculano Pires, no início de sua tradução de O Livro dos Espíritos - aqui

- Introdução a O Livro dos Espíritos, de Herculano Pires, redigida por ocasião da edição especial da LAKE, comemorativa do centenário de "O Livro dos Espíritos', em 18 de abril de 1957. 
- Herculano estuda os cinco livros da codificação de Kardec - Site Expediente on-line - Wilson Garcia - aqui

- O papel de Allan Kardec na codificação espírita - Evandro Noleto Bezerra - In O livro dos espíritos - 1857 - Allan Kardec - Trad. Evandro Noleto Bezerra. Brasília, FEB, 1a. edição, 2013

- "Imitation de l'Évangile..." - Anotações à edição brasileira, por Hermínio C. Miranda - In Imitation de L'Évangile selon le Spiritisme - 1864 - Allan Kardec - 1a. edição brasileira do originmal francês de abril de 1864 - Brasília, FEB, 1979

- Sobre a estrutura didática de O Livro dos EspíritosCosme Damião Bastos Massi - In Rumos para uma nova sociedade - Autores Diversos. Aílton G. C. Paiva [Org.] - USE, SP, 1996.
Veja também:
     - Artigo e entrevista com C. Massi - aqui
     - Apresentação PPT - aqui

- Histórias de O Livro dos Espíritos - Aprendizado Espirita Net - aqui

- Guia de Estudos da Doutrina Espírita (GEDE) - Aprendizado Espírita Net - aqui

- O Índice Geral da Obra Básica (IGOB) - Antônio Carlos Guimarães - aqui
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ALGuimaraes
Enviado por ALGuimaraes em 16/12/2015
Alterado em 12/09/2019
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