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Ilustração: Capa do livro DONA MATHILDE - Uma médium curadora - Edições Aprendizado Espírita - By Canva


DONA MATHILDE - Uma médium curadora (Parte 2 - Princípios doutrinários)


SUMÁRIO

- APRESENTAÇÃO DO AUTOR

- Formatos do livro

Parte 2 - Princípios doutrinários

- MEDIUNIDADE

O que é mediunidade

Tipos de mediunidade

Mediunidade missionária

Mediunidade curadora

Atendimento espiritual nas Casas Espíritas

Procedimentos de curas espirituais

Efetividade das curas espirituais

Vocabulário espírita

- DOENÇAS DO CORPO E DA ALMA

- O CURANDEIRO DIVINO

- REFERÊNCIAS


APRESENTAÇÃO DO AUTOR

DONA MATHILDE - Uma médium curadora

Uma biografia romanceada da médium MATHILDE GUILHERA MOREIRA

Este livro é uma narrativa em que o autor romanceia fatos da vida, mediunidade e obras da médium Mathilde Guilhera Moreira.

Diversos fatos da vida da médium, das atividades de cura e das obras que edificou foram obtidos por meio de depoimentos escritos de pessoas que conviveram e/ou trabalharam com ela em Lambari (MG), desde sua vinda para essa estância, nos anos 1950, até a doença que a afastou dos trabalhos e a levou a desencarnar-se em dezembro de 1990, e de documentação existente no MEMORIAL erigido em sua homenagem no LAR TERESA CRISTINA — uma das obras que edificou e dirigiu por anos.

De posse das informações acima, e para descrever de forma romanceada as cirurgias espirituais realizadas pela médium MATHILDE GUILHERA MOREIRA — nos seus 30 anos de atividade em Lambari, nos anos 1950/1980 — e explicar os mecanismos de que faz uso a Espiritualidade nos procedimentos de cura, este autor — que lida no Espiritismo desde os anos 1980 e já escreveu sobre o tema — consultou boa bibliografia e novos autores, além de ter visitado a Casa da Esperança, em Palmelo (GO), e a Comunhão Espírita de Brasília, em Brasília (DF), onde assistiu cirurgias espirituais por que passou sua esposa em 2024.

O livro foi idealizado em 3 partes: o CONTEXTO HISTÓRICO, os PRINCÍPIOS DOUTRINÁRIOS e a BIOGRAFIA ROMANCEADA, cada uma delas com bibliografia específica.

Na Parte 1 – Contexto histórico, vemos personagens do tempo do Segundo Império, bem como passagens de suas vidas e aspectos de sua personalidade, que vamos retomar na Parte 3 - Biografia romanceada. Assim também foi necessário na Parte 2 – Princípios Doutrinários fornecer informações básicas sobre mediunidade e fenomenologia das curas espirituais, para compreensão de fenômenos espíritas que vamos narrar na parte final do livro.


Parte 2 – Princípios doutrinários

 

Na Parte 2 – Princípios Doutrinários, enfocamos a fenomenologia das curas espirituais, anotando aspectos gerais da mediunidade — o que é, como se manifesta, tipos; explicando os mecanismos da mediunidade curadora — magnetismo, fluidos, merecimento, a importância da fé;  dando a visão doutrinária da mediunidade missionária; comentando o atendimento espiritual nas Casas Espíritas; descrevendo os procedimentos de curas espirituais — passes, receituário mediúnico, desobsessão, cirurgias, tratamento a distância; falando sobre a efetividade das curas espirituais e anotando pequeno vocabulário de termos espíritas pertinentes ao tema — tipos de fluidos e magnetismo, ectoplasma, passes, transe, etc.

Essas informações acerca dos mecanismos espirituais das curas facilitarão o entendimento das cirurgias espirituais realizadas por intermédio de Bezerra de Menezes/Mathilde Guilhera, narradas na 3ª. Parte – Biografia romanceada, deste livro.

Ao final, transcrevemos dois textos do livro Os Curadores do Senhor, editado por este autor em 2014. No primeiro, intitulado DOENÇAS DO CORPO E DA ALMA, comenta-se sobre a origem das doenças, as curas espirituais e o porquê muitas vezes a cura não ocorre, ao menos neste Plano.

Explica-se ainda que muitas doenças são inerentes a um planeta de provas e expiações, como a Terra, e que frequentemente a cura pode ser a doença, conforme anotou Kardec em O Livro dos Médiuns.

No segundo, O CURANDEIRO DIVINO, fala-se do poder curador de Jesus para lembrar que a Providência Divina sempre suscitou médiuns curadores em todas as etapas evolutivas do Planeta, comentar que muitos curadores foram perseguidos em nome da religião e que haverá um dia em que médicos e cientistas da Terra trabalharão em harmonia e em concurso com os do Plano Espiritual — pois que se trata de uma e da mesma humanidade — na pesquisa das causas e das curas dos males físicos e espirituais do homem, visto que não se pode curar o corpo sem cuidar do Espírito.  


Formatos do livro

O texto DONA MATHILDE - Uma médium curadora será apresentando nos seguintes formatos:

 

► Postado aqui no site APRENDIZADO ESPÍRITA NET em 3 partes:

► Parte 1 - Contexto histórico - aqui: https://www.aprendizadoespirita.net/visualizar.php?idt=8566309

► Parte 2 - Princípios doutrinários - aqui nesta página

► Parte 3 - Biografia romanceada - aqui: https://aprendizadoespirita.net/visualizar.php?idt=8566312

► E-book gratuito disponível na aba "E-books" deste site - aqui: https://rl.art.br/arquivos/8566339.pdf

► Livro físico à venda na editora UICLAP - aqui: https://loja.uiclap.com/titulo/ua131221

 

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MEDIUNIDADE

Para conhecer as coisas do mundo visível e descobrir os segredos da natureza material, Deus concedeu ao homem a vista corpórea, os sentidos e instrumentos especiais. Com o telescópio, ele mergulha o olhar nas profundezas do Espaço e, com o microscópio, descobriu o mundo dos infinitamente pequenos. Para penetrar no mundo invisível, Deus lhe deu a mediunidade. (Grifei.)

ALLAN KARDEC. O Evangelho Segundo o Espiritismo (capítulo XXVIII – Item 9)


O que é mediunidade

Médium. [do latim medium= meio, intermediário]: é aquele que serve como intérprete ou intermediário entre o plano material e o espiritual.

Mediunidade é uma faculdade que a quase totalidade das pessoas possui, umas mais outras menos, de sentirem a influência ou ensejarem a comunicação dos Espíritos, tanto que Allan Kardec afirma serem raros os que não possuem rudimentos de mediunidade. 

Essa faculdade depende de condições orgânicas inatas, e em algumas pessoas é ostensiva e necessita ser disciplinada, educada; em outras, permanece latente, podendo manifestar-se episódica e eventualmente. 


Tal faculdade está dentre os dons espirituais a que se reporta o Apóstolo Paulo (1Cor 12), com os quais o Altíssimo dotou potencialmente cada um dos seus filhos, deixando-lhes a tarefa de cultivá-los.

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Tipos de Mediunidade

Para facilitar o entendimento, podemos dividir a FACULDADE MEDIÚNICA NATURAL em estática ou generalizada — que corresponde à mediunidade natural que todos os seres humanos possuem  — e dinâmica — também dita ostensiva — que corresponde à MEDIUNIDADE DE COMPROMISSO, ou seja, de médiuns investidos espiritualmente de poderes mediúnicos para finalidades específicas na encarnação.

Assim, didaticamente, ainda podemos falar em:

► mediunidade natural

► mediunidade de provas ou trabalho e

► mediunidade de expiação

Nessa perspectiva, o dom mediúnico pode APONTAR O FUTURO — e aí trata-se de uma ferramenta auxiliar da missão evolutiva do espírito (provas ou trabalho).

E pode também APONTAR O PASSADO — e aí é um instrumento de purificação ou resgate (expiação).

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Mediunidade missionária

A mediunidade é coisa santa, que deve ser praticada santamente, religiosamente. Se há um gênero de mediunidade que

requeira essa condição de modo ainda mais absoluto é a mediunidade curadora. (Grifei.)

ALLAN KARDEC. O Evangelho Segundo o Espiritismo. (Cap. XXVI, 10)


Os médiuns ostensivos têm o compromisso de usar a faculdade como instrumento de sua própria evolução espiritual e, ao mesmo tempo, para auxiliar espíritos encarnados e desencarnados.
Dentre esses médiuns ostensivos, alguns trazem o dom mediúnico — desenvolvido em encarnações passadas, nas quais podem ter feito bom ou mau uso da faculdade — como se fora um MANDATO MEDIÚNICO — mandato esse recebido ou assumido com a finalidade de realizar determinadas tarefas ou promover a sua concretização, isto é, uma TAREFA MISSIONÁRIA*.

Médiuns missionários sempre os houve, em todas as épocas da humanidade. Uns reconhecidos pela história — e que figuram no panteão de muitas religiões — e uma imensa maioria que passou discretamente ou ficou desconhecida da memória coletiva.

Recordemos, por exemplos, as médiuns e os médiuns auxiliares de Allan Kardec. E, bem assim, as grandes médiuns missionárias, como —Leonore Piper, Eusapia Palladino, Florence Cook, Mme. D'Espérance, Martha Béraud, Linda Gazzera — cujas faculdades serviram aos pesquisadores psíquicos — entre eles William Crookes, Ernesto Bozzano, Cesare Lombroso, Charles Richet, Albert de Rochas, Alexandre Aksakof, William Barret — no estudo e classificação dos fenômenos espíritas: materialização, aporte, ideoplastia, levitação, clarividência e outros tantos eventos físicos ou intelectuais.

Médiuns missionários do nosso tempo foram, por exemplos: Eurípedes Barsanulfo, Yvonne Pereira, Peixotinho, Arigó, Chico Xavier, Divaldo Franco. 

Pois bem, o que estamos contando aqui é a vida e obra de uma discreta médium missionária, que desenvolveu sua tarefa no interior de Minas Gerais, na estância hidromineral de Águas Virtuosas de Lambari.


(*) Pode-se também falar em Mediunato [do latim medium + actu]: nome criado pelos Espíritos, para significar a missão providencial dos médiuns, a ação mediúnica que eles desenvolvem durante a reencarnação.

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Mediunidade curadora

JESUS agiria como médium nas curas que operava? Poder-se-á considerá-lo poderoso 
médium curador
? Não, porquanto o médium é um intermediário, um instrumento de que 
se servem os Espíritos desencarnados e o Cristo não precisava de assistência, pois era 
ele quem assistia os outros. Agia por si mesmo, em virtude do seu poder pessoal, [...] 
Que Espírito, ao demais, ousaria insuflar-lhe seus próprios pensamentos e encarregá-lo 
de os transmitir? Se algum influxo recebia, esse só de Deus lhe poderia vir. Segundo 
definição dada por um Espírito, ele era médium de Deus.
(Grifei.)

ALLAN KARDEC. A Gênese, cap. XV, item 2


Em O Livro dos Médiuns (XIV, n. 175 ), Kardec explica que a mediunidade curadora consiste principalmente no dom de curar por simples toques, pelo olhar ou mesmo por um gesto, acrescentando que o fluido magnético exerce grande papel nesses casos, mas que não se trata simplesmente de magnetismo (humano) — pois há a presença de mais alguma coisa (magnetismo espiritual).

Desse modo, as curas espíritas são mistas (como o passe, por exemplo), visto que passam pela conjugação da força magnética HUMANA — a do sensitivo — com a ESPIRITUAL — a dos Espíritos. 

É o magnetismo humano-espiritual, de que trata Kardec em A Gênese (XIV, 33, 3º).

Elas são variedades do magnetismo e só diferem pela intensidade e pela rapidez da ação.

Por exemplo, o dom de curar pelo simples contato pode ocorrer quando o força magnética (do magnetizador) é secundada pela pureza dos sentimentos e pelo desejo ardente de fazer o bem, porque então os Espíritos bons vêm prestar auxílio (O Livro dos Espíritos, Q. 556).


O magnetismo — recorde-se — existe de todos os tempos, mas foi MESMER (Franz Anton Mesmer (1734-1815) quem renovou o conceito de magnetismo, denominando-o de magnetismo animal (=orgânico), às vezes também chamado de mesmerismo. (V. abaixo o Vocabulário Espírita)

E note-se também que Allan Kardec estudou e praticou o magnetismo, tendo afirmado que

Magnetismo e o Espiritismo se dão a mão; são duas partes de um mesmo todo, dois ramos de uma mesma ciência que se completam e se explicam uma pela outra. Dar crédito ao Magnetismo é abrir caminho para o Espiritismo, e reciprocamente. (Revista Espírita, nov/1867)

Assim, magnetizador é aquele que usa seus próprios recursos orgânicos e perispirituais para doar fluidos magnéticos a outra pessoa.

Trata-se, pois, de um fenômeno anímico: Aquele que é produzido pelo Espírito (encarnado) do próprio sensitivo.

Kardec acrescenta que a força magnética pertence ao homem — no caso, ao magnetizador — mas que ela é aumentada pela ajuda dos Espíritos, quer ele a peça ou não, mediante uma prece.


O poder da fé se demonstra, de modo direto e especial, na ação magnética; por seu intermédio, o homem atua sobre o fluido, agente universal, modifica-lhe as qualidades e lhe dá uma impulsão por assim dizer irresistível. Daí decorre que aquele que a um grande poder fluídico normal junta ardente fé pode, só pela força da sua vontade dirigida para o bem, operar esses singulares fenômenos de cura e outros, tidos antigamente por prodígios, mas que não passam de efeito de uma lei natural. Tal o motivo por que Jesus disse a seus apóstolos: se não o curastes, foi porque não tínheis fé. (O Evangelho segundo o Espiritismo, XIX, 5) [Grifamos.]

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No livro A Gênese, Kardec estuda OS MILAGRES SEGUNDO O ESPIRITISMO, explicando as Características dos milagres (Cap. XIII) e a Natureza e propriedade dos fluidos (Cap. XIV) e comentando Os milagres do Evangelho (Cap. XV).

Vê-se ali que antes de falar das CURAS e das CURAS MILAGROSAS operadas por Jesus, Kardec trata da NATUREZA E PROPRIEDADE DOS FLUIDOS. Por que ele agiu assim?

Porque as curas espirituais e os fatos relatados no Evangelho e considerados miraculosos pertencem, em sua maioria, à ordem dos fenômenos psíquicos, isto é, os que têm como causa primeira as faculdades e os atributos da alma.

E o princípio dos fenômenos psíquicos repousa nas propriedades do fluido perispirítico, que constitui o agente magnético.

Nota-se assim que a base das CURAS ESPIRITUAIS assenta-se nos FLUIDOS, ou seja, na AÇÃO FLUÍDICA.

E Kardec explica que os efeitos da AÇÃO FLUÍDICA sobre os doentes são extremamente variados, indo de um tratamento prolongado até curas instantâneas.

Em seguida, o Codificador diz que a ação magnética pode produzir-se por diversas maneiras, quais sejam:

1º) MAGNETISMO HUMANO (*) - dá-se pelo próprio fluido do magnetizador: é o magnetismo propriamente dito, ou magnetismo humano, cuja ação se acha adstrita à força e, sobretudo, à qualidade do fluido;

2º) MAGNETISMO ESPIRITUAL (*) - dá-se pelo fluido dos Espíritos: atuando diretamente e sem intermediário sobre um encarnado, seja para o curar ou acalmar um sofrimento, seja para provocar o sono sonambúlico espontâneo, seja para exercer sobre o indivíduo uma influência física ou moral qualquer. É o magnetismo espiritual, cuja qualidade está na razão direta das qualidades do Espírito;

3º) MAGNETISMO ESPÍRITA (*) - dá-se pelos fluidos que os Espíritos derramam sobre o magnetizador: que serve de veículo para esse derramamento. É o magnetismo misto, semiespiritual, ou, se o preferirem, humano-espiritual. Combinado com o fluido humano, o fluido espiritual lhe imprime qualidades de que ele carece. Em tais circunstâncias, o concurso dos Espíritos é amiúde espontâneo, porém, as mais das vezes, provocado por um apelo do magnetizador. (**) 

 (*) Magnetismo curador. Palhano Jr - Dalva S. Souza

(**) A prática do passe no centro espírita ocorre por esse meio.


Desse modo é que o fluido condensado no perispírito pode fornecer ao corpo os princípios reparadores; o agente propulsor é o Espírito, encarnado ou desencarnado, que infiltra num corpo deteriorado uma parte da substância do seu envoltório fluídico. 

A cura se opera pela substituição de uma molécula sã a uma molécula malsã. 

A potência curadora estará, pois, em razão da pureza da substância inoculada; ela depende ainda da energia da vontade, a qual provoca uma emissão fluídica mais abundante e dá ao fluido uma força maior de penetração; depende, enfim, das intenções que animam aquele que quer curar, quer seja ele homem, ou Espírito. (Kardec, A Gênese, XIV, 31) (Grifamos.)


► A mediunidade de cura pode ser classificada como uma variedade da mediunidade de efeitos físicos, pois que, de certa forma, a intensidade fluídica das irradiações, por vezes, são verdadeiros transplantes de dissociações biológicas ectoplasmáticas do organismo mediúnico.  (*) [Grifei.]

 (*) Magnetismo curador. Palhano Jr - Dalva S. Souza


Para ilustrar um dos mais importantes princípios da mediunidade curadora — qual seja, a fé do doente —, Kardec examina, em primeiro lugar, entre as curas promovidas por Jesus, o caso da Mulher hemorrágica (A Gênese, XV, 10 e 11), explicando:

O fluido sendo dado como matéria terapêutica, deve ser dirigido sobre o mal pela vontade do curador, ou atraído pelo desejo ardente, a confiança, numa palavra, a fé do doente.

E Kardec conclui afirmando: 

Assim sendo, é fácil compreender-se que, apresentando-se ao curador dois doentes com a mesma enfermidade, um possa ser curado e outro não.


► No livro MEDICINA ESPIRITUAL, o autor publica notável carta de Kardec, respondendo várias indagações de um médium curador, no fecho da qual ele diz:

— Gostaria muito de pedir a contribuição indulgente de seu bondoso espírito curador em favor de uma senhora de minha amizade, espírita como poucas...

Prosseguindo, Kardec ainda pede intercessão para a filha de um outro espírita — e humildemente acrescenta:

— Se o espírito quiser ter a bondade de responder a esses dois pedidos, tomarei a liberdade de lhe enviar outros dois, um para a senhora Allan Kardec e outro para uma de nossas amigas que acaba de amputar a perna. (Grifei.)

(*) Medicina Espiritual. Rafael Papa - Editora EME, 2023


Alguns médiuns portadores da mediunidade de cura conseguem desprender certos fluidos curativos que, manipulados pelos Espíritos, recuperam a saúde dos enfermos. Esse poder mediúnico pode desmaterializar tumores, restaurar e cicatrizar tecidos, revitalizar órgãos, de tal maneira que o paciente recupera a saúde total. (PALHANO JR., Lamartine. Dicionário de Filosofia Espírita) 

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Atendimento espiritual nas Casas Espíritas

(...) a teoria do fluido cósmico, individualizado em cada ser sob o nome de fluido perispirítico, abre um campo

inteiramente novo para a solução de uma imensidade de problemas até agora insolúveis. (Grifei.)

ALLAN KARDEC. Obras Póstumas, 1a. Parte, 7


Não obstante seja a Casa Espírita um núcleo de estudo, de fraternidade, de oração e de trabalho, com base no Evangelho de Jesus, à luz da Doutrina Espírita, grande parte das pessoas a procura em busca de sanar males físicos, psicológicos e distúrbios de natureza espiritual.

De modo que, mesmo não sendo essa a finalidade essencial do Espiritismo — promover curas ou consertar corpos — e sim despertar consciências, esclarecendo acerca das leis divinas que regem a evolução espiritual das criaturas —, ofertam as casas espíritas alguns recursos para os que estão buscando consolo, alívio, cura, equilíbrio ou orientação. (*)

Pois bem, o tratamento espiritual oferecido pelas casas espíritas baseia-se na fluidoterapia: transferência de energias ou fluidos espirituais de um médium ou trabalhador espiritual para uma pessoa necessitada — seja no passe, na água fluidificada, na desobsessão, na irradiação a distância, etc. (**)

Mas esclareça-se também que a fluidoterapia é praticada nas casas espíritas como um auxiliar dos recursos terapêuticos ordinários.

É, portanto, um meio e não o propósito do Espiritismo.

E mais: não substitui o tratamento médico convencional, devendo ser usada em conjunto com a orientação de um profissional de saúde qualificado, quando for o caso.

E ainda mais: não pretende concorrer com a medicina terrena, antes a recomenda.



► Note-se que a aplicação do passe — um dos instrumentos da fluidoterapia — é prática antiquíssima (imposição de mãos, mesmerismo, magnetismo, etc.), mas foi com a Doutrina Espírita que recebeu suporte teórico adequado e prática lúcida. [Toledo Rizzini, 1992]

► A homeopatia é também um instrumento da fluidoterapia. Com efeito, TOLEDO RIZZINI, citando Hermínio Miranda, informa: — os medicamentos homeopáticos... transportam fluidos para o perispírito e as lesões e disfunções orgânicas serão reparadas quando as deficiências perispirituais forem corrigidas. (***)

(*) Centro Espírita - Unidade fundamental do Movimento Espírita - fems.org.br

(**) Fluidoterapia espírita - gffa.org.br

(***) A cura pelos fluidos, segundo o Espiritismo. Carlos Toledo Rizzini, 1992

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Procedimentos de curas espirituais

Quem já não ouviu falar em merecimento, débitos cármicos, necessidade de reparação? (...)

São tantos os motivos que existem e que podem determinar um insucesso não apenas na

terapia fluídica como em qualquer outra, que não é sensato se alardear garantias que não possuímos.

JACOB MELO


WILSON GARCIA (*) lista os seguintes meios por que a cura pode ser obtida na casa espírita:

Além do passe, que é o mais conhecido, pela prece, pelo receituário mediúnico, em reuniões de desobsessão, através de operações sem instrumental cirúrgico, por meio de operações com uso de instrumental cirúrgico, pelo tratamento a distância e – acrescentemos – por outros meios espirituais desconhecidos ainda.

Por seu lado, GEZIEL ANDRADE (**) informa que geralmente são utilizados os seguintes procedimentos de curas espirituais:

► Aconselhamento espiritual: pode ser empregado de forma individualizada, dialogando-se com o paciente sobre seus problemas específicos, ou em grupo de pessoas, tratando abertamente das dificuldades e dos desequilíbrios maiores que afetam os indivíduos. As soluções propostas e os conselhos espirituais, em quaisquer casos, devem ser dados, rigorosamente e exclusivamente, baseados nos ensinamentos dos espíritos superiores. 

► Evangelização: Muitas pessoas ficam doentes por ignorarem completamente os ensinamentos de Jesus, contidos no Evangelho, praticando toda sorte de desatinos morais. A evangelização é eficiente meio de cura para as consequências doentias desses comportamentos. E o Evangelho Segundo o Espiritismo, norteando o trabalho de evangelização nos Centros Espíritas e o culto do Evangelho no lar, deve ser o instrumento de transformação íntima dos doentes da alma.

► Oração: Quando estamos aflitos, desequilibrados emocionalmente ou enfermos, devemos orar a Deus, a Jesus e aos bons espíritos rogando a paz interior, o reequilíbrio e a cura.

► Passe magnético: Transferência de energias sutis de um médium passista e/ou  de um espírito benfeitor para um paciente necessitado.

► Água fluidificada: A água potável, por absorver facilmente as partículas magnéticas sutis que lhe são projetadas pelo pensamento em prece, pelos
sentimentos de amor, bondade e confiança e pelo desejo de se harmonizar com os bons espíritos e servir o próximo, pode ser fluidificada, isto é, receber
energias magnéticas e fluídicas e medicação do Céu, adquirindo grande valor terapêutico
.

► Desobsessão: A influência perniciosa de espíritos ainda inferiores, sob as formas de obsessão, fascinação e subjugação, leva certas pessoas a terem sintomas doentios e a adotarem atitudes extravagantes. A desobsessão é o processo de cura indicado para esses casos, quando comprovados. 

ANDRADE menciona ainda as Operações espirituais, elencando 4 formas para sua realização:

► 1 - Curas a distância: Operações e aplicações de recursos do magnetismo curador no perispírito, mediante irradiação a distância

► 2 - Cirurgias sem corte: Operações no corpo espiritual e aplicações de recursos energéticos curadores sutis, com o espírito de um médico incorporado em um médium. O Espírito-médico faz o diagnóstico, a intervenção no perispírito, a aplicação de passes magnéticos, e dá as orientações necessárias à concretização da cura. 

► 3 - Cirurgias com cortes:  Operações com o uso de instrumentos cirúrgicos para realizar raspagens, cortes e extrações de órgãos doentes do corpo material. O espírito do médico utiliza-se de um médium inconsciente para evitar interferências. 

► 4 - Cirurgias com o Espírito-médico materializado: Operações, na presença de um médium em transe que fornece uma substância chamada ectoplasma, feitas pelo espírito de um médico materializado.

Esses são os tipos mais comuns, havendo grande variedade de procedimentos em diferentes instituições espíritas.

Ao que sabemos, a operação espiritual citada no item 1 ocorre em muitos centros, e a do item 2, com menos frequência.

Todos esses casos, note-se bem, ocorrem em ambiente religioso, sem prescrição de medicamentos nem cobrança por assistência prestada, e também não há promessas de curas.

RÉGIS DE MORAIS esclarece que no tocante à mediunidade de cura:

não deve ocorrer receitação de substâncias químicas, receitação de fitoterapias e intervenções agressivas ao corpo humano como cirurgia com cortes e outras. (Morais, 2008)

As operações referidas no item 3 são as que foram praticadas por José Arigó (Rizzini, 1963) e Edson Queiroz (Tourinho, 1983), ambos médiuns já desencarnados.
Quanto às do item 4, podemos citar os seguintes casos:

► Conforme anunciado em 16 de dezembro de 1944 pelo espírito do padre Zabeu Kauffman, em voz direta (penumatofonia), no Centro Irmã Terezinha, de Pindamonhangaba, deu-se em 6 de janeiro de 1945, pela mediunidade de Francisco Antunes Bello, a materialização do espírito do Dr. Luiz Gomes do Amaral, médico desencarnado em Bauru, havia 20 anos, o qual realizou na mais absoluta obscuridade uma operação cirúrgica de apendicite, com toda a técnica médico-cirúrgica, sem anestesia, sem instrumentos cirúrgicos visíveis e sem esterilização. (Vade Mecum Espírita. O Caso de Pindamonhangaba)

► As descritas por FRUCTUOSO, ocorridas no Lar de Frei Luiz, no Rio de Janeiro (Fructuoso, 2013). 

(*) GARCIA, Wilson. As curas espirituais - espirito.org.br, 2015

(**) ANDRADE, Geziel. Doenças – Cura e Saúde à Luz do Espiritismo – Ed. EME, 1992


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Efetividade das curas espirituais

Perguntei-lhe, então, a razão por que nem todos se curam.

— Por que o Apóstolo dos Gentios não curou Trófimo? — ele, olhando ao longe, devolveu a pergunta. E depois disse:

— Talvez devêssemos refletir sobre esse passo do Cristianismo Primitivo antes de tentar responder uma tal questão.

ANTÔNIO CARLOS GUIMARÃES. Os Curadores do Senhor, Cap. 9


TOLEDO RIZZINI, em breve e inspirado parágrafo, nos dá a exata visão espírita das enfermidades.

Confira:

O Espiritismo na qualidade de concepção geral do mundo, da vida e do homem, tratando do ser, do destino e da dor, tem sua própria visão das enfermidades — de todas elas e não apenas das emocionais e mentais — e de como obviá-las. Tal visão é mais ampla e profunda que meros distúrbios ou desarmonias da força vital; alcança o espírito, centro da vida inteligente e responsável; vai além: engloba as consequências de atos praticados em vidas anteriores e não simplesmente o curto e insuficiente período que se estende ao decesso.

(*) A cura pelos fluidos, segundo o Espiritismo. Carlos Toledo Rizzini, 1992


Por que razão os médiuns curadores e médicos do Espaço não curam a todos?

Na realidade, muitos fatores concorrem para obtenção de uma cura espiritual, quer sejam orgânicos ou espirituais.

Fé, merecimento, disciplina, vontade férrea, esforço sincero de renovação, qualidade do fluido recebido, confluência energética entre médium e enfermo — são fatores a serem considerados.

E assim também há consequências cármicas de semeaduras de vidas passadas, que se revelam no presente, além de programações reencarnatórias, em face das quais o importante não é a regeneração do veículo em que nos expressamos, mas, acima de tudo, o corretivo espiritual. (Emmanuel/F. C. Xavier - Pensamento e Vida). Nesse caso, o bem do doente está em continuar sofrendo. (A. Kardec, O Livro dos Médiuns, 176, 8)

Desse modo, vamos encontrar casos de enfermidades que se curam a simples toques, outras que se prolongam — como doenças crônicas e obsessões persistentes — e outras ainda que não se curam numa única existência.

Recorde-se que em à vista da trajetória evolutiva dos espíritos pelas vidas sucessivas, muitas vezes a doença é a cura — pois há moléstias que têm, sem dúvida, função preponderante nos serviços de purificação do Espírito, surgindo com a criatura no berço ou seguindo-a, por anos a fio, na direção do túmulo. (Emmanuel/F. C. Xavier - Pensamento e Vida)


Em que pese a tudo isso, note-se que nas instituições espíritas que se dedicam seriamente a tarefas de curas

são efetivamente constatadas curas espirituais e emocionais, perispirituais e orgânicas, bem como curas que conjugam esses fatores. (Morais, 2008)

RAFAEL PAPA informa que (em muitas casas espíritas) há cirurgias espirituais realizadas por uma equipe mais ampla de médicos do Plano Espiritual atuando com uma vasta e compenetrada equipe de médiuns. (Papa, 2023)

Afirma ele também que

os espíritos aqui citados (no livro referido abaixo) são grandes incentivadores para que a medicina espiritual seja conhecida, especialmente no âmbito da ciência terrena, de forma que desperte o interesse dos médicos encarnados pela comprovação destes sobre a seriedade e o caráter científico-espiritual dos processos de alívio de problemas orgânicos nas pessoas que nos procuram. (Papa, 2023)

(*) MEDICINA ESPIRITUAL - Um diálogo com o Espiritismo e médicos espirituais. Rafael Papa, EME, 2023


É possível que médicos, mesmo depois de mortos, continuem a praticar a Medicina? Que curem doenças graves, muitas vezes consideradas incuráveis? Que façam uso de aparelhagens sofisticadas, desconhecidas da ciência médica? Que diagnostiquem  patologias já confirmadas por profissionais médicos, sem nenhuma avaliação de exames complementares no paciente? Que operem sem anestesia? Que façam incisões cirúrgicas sem sangramento? Que retirem ou rematerializem tumores antes existentes no interior de pacientes? (Fructuoso, 2013)

(*) A FACE OCULTA DA MEDICINA.  Paulo Cesar Fructuoso - Frei Luiz, 2013


Mas não se esqueça que curas espirituais são de todos os tempos e lugares, havendo registros delas nas gravuras dos homens primitivos, nas mitologias, nos cânticos, tradições e livros religiosos de todos os povos.

E, claro, presentemente, as curas também não são só produzidas dentro do Espiritismo, pois há curas em ambientes de todas as religiões, visto que o Espírito sopra onde quer! 

►Veja Mediunidade dos santos, de Clovis Tavares

►Veja abaixo o tópico 3 - O Curandeiro Divino

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Vocabulário Espírita

► Corpo espiritual: O perispírito; diz-se também psicossoma.

► Corpo fluídico: Expressão usada por Allan Kardec para designar o perispírito. O mesmo que perispírito.

► Corpo somático: Corpo material ou físico do ser humano.

► Ectoplasma: [1] Substância fluídica que emana do médium nas experiências de efeitos físicos (Definição de Charles Richet). [2] O ectoplasma está situado entre a matéria densa e a matéria perispirítica, assim como um produto de emanações da alma pelo filtro do corpo, e é recurso peculiar não somente ao homem, mas a todas as formas da Natureza. (Definição de André Luiz/Nos domínios da Mediunidade) [3] Ectoplasma é o fluido energético que utilizamos nos processos de materialização e desmaterialização nos tratamentos, sendo encontrado na natureza (bioplasma), no fluido cósmico universal (FCU) e em encarnados. Em nossas atividades, coletamos ectoplasma dos encarnados – de médiuns (de efeito físico), de trabalhadores ou, até mesmo, do próprio paciente – e o manipulamos para que ocorram os processos como a desintegração molecular de um nódulo e tumores. (Definição do médico espiritual dr. Ludwig. In [PAPA, Rafael; LUDWIG, Dr., 2021])

► Fluido: [1] Corpo líquido ou gasoso que adquire a forma do recipiente que o contém. [Aulete Digital] - [2] Em Espiritismo, fluido é a substância primária do Universo, designada fluido cósmico universal (FCU), primeira manifestação do princípio material do Universo, de onde provém todas as manifestações da forma. Seu ponto de partida é o grau de pureza absoluta, da qual nada nos pode dar ideia; o ponto oposto é sua transformação em matéria tangível (Kardec, A Gênese, XIV, 5)

► Fluido espiritual: Energia espiritual sensível ao pensamento, que responde de imediato a qualquer estado mental.

► Fluido perispiritual: Energias naturais do corpo espiritual ou perispírito.

► Fluido vital: Energia vital, que impregna o perispírito e o "cola" no corpo material, como um elemento de contato.

► Fluido magnético: Emanação ou radiação magnética. Magnetismo. Energia magnética.

► Fluido magnético animal (=orgânico): Emanação ou radiação magnética. Magnetismo. Energia magnética liberada por um magnetizador, para auxiliar seu paciente. Esse magnetismo animal (=orgânico) é o que todos temos — isto é — emanações derivadas do fluido universal e contidas em um ser vivo.

► Magnetismo: [1] Considera-se magnetismo a influência exercida por um indivíduo ou por um grupo de indivíduos na vontade ou na organização de outrem. [2] Propriedade de influenciar psíquica e organicamente. [3] Chamamos também magnetismo ao fenômeno oficialmente aceito e utilizado pela Ciência, que pertence à Física e se define como sendo a propriedade essencial do ímã. Há a variedade humana, à qual Franz Anton Mesmer (1734-1815) chamou de magnetismo animal.

► Magnetismo animal (=orgânico):  segundo a teoria de Mesmer (1734-1815): [1] força que se supõe existente nos seres vivos, obtida através de fluidos magnéticos, com poder curativo e capacidade de ser transmitida de um corpo a outro - [2] força vital dos seres vivos, na forma de uma espécie de fluido magnético, transmissível (no caso dele, por hipnotismo) e com propriedades curativas. (Michaelis Eletrônico - Aulete Digital)

► Magnetismo humano:  força magnética do sensitivo ou médium.

► Magnetismo espiritual:  força magnético de um espírito desencarnado.

► Medianímico [do latim mediu + anima + -ico]:  Qualidade do poder dos médiuns; faculdade de intermediário através dos recursos de sua própria alma.

► Medianimidade [do latim mediu + anima + -idade]:  Faculdade dos médiuns. Sinônimo de mediunidade. Essas duas palavras, amiúde, são empregadas indiferentemente. Querendo fazer uma distinção, poder-se-ia dizer que mediunidade tem um sentido mais geral; medianimidade, um sentido mais restrito. Ver: mediunidade.

►Passe:  Assim como a transfusão de sangue representa uma renovação das forças físicas, o passe é uma transfusão de energias psíquicas. Com a diferença que os recursos orgânicos são retirados de um reservatório limitado, ou seja, de uma pessoa, e os elementos psíquicos são retirados do reservatório ilimitado das forças espirituais. (Emmanuel/F. C. Xavier - O Consolador)

►Psicoscópio:  Aparelho espiritual descrito por André Luiz (Mecanismos da Mediunidade), com a finalidade de auscultar a alma (campos mentais, emocionais, fluídicos) e o corpo físico (observações em torno da matéria).

► Sensitivo: Indivíduo com faculdades medianímicas, não sendo necessariamente médium. 

Pessoa que possui faculdades paranormais decorrentes de sua própria constituição, como o de ver sem os olhos (clarividência), ouvir sem o ouvido (clariaudiência), conhecer o pensamento do próximo (telepatia). Nem sempre um sensitivo é médium, pois o médium é intermediário entre encarnados e desencarnados.

► Sonambulismo: Estado de emancipação da alma, mais completo do que no sonho.

► Sonambulismo magnético (ou artificial): Diz-se daquele que é provocado pela ação que uma pessoa exerce sobre outra, por meio do fluido magnético que derrama sobre ela ou passe.

► Sonambulismo natural: Aquele que é espontâneo e se produz sem provocação e sem a influência de nenhum agente.

► Sonâmbulo: Indivíduo capaz de fazer transe sonambúlico.

► Transe: Estado especial, entre a vigília e o sono, que de alguma forma abre as portas da subconsciência.

Passagem para outro estado de consciência, que pode ser causada por estímulos sensoriais ou psicológicos, hipnose, ingestão de drogas etc.

► Transe mediúnico: Transe relativo à mediunidade; sono mediúnico; transe provocado por espíritos em um médium.

► Vigília: (do latim: vigilia). Estado em que o sensitivo permanece com seus sensórios normais.

Fontes: PALHANO JR., Lamartine - Definições espíritas - Léxico Kardequiano - Dicionário de Filosofia Espírita

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DOENÇAS DO CORPO E DA ALMA

 O livro OS CURADORES DO SENHOR, de Antônio Carlos Guimarães, conta a história de ODAMIL CEZARINO, um médico e professor que pesquisa fenômenos de cura produzidos pelo cirurgião espiritual Dr. PABLO ABENGOZA, através da mediunidade de AFONSINA PAULA.

Esse livro mostra, numa visão doutrinária espírita, como, muitas vezes, os médiuns de cura, atuando sem orientação, sem apoio, sem defesa mental ou espiritual, assediados por encarnados interesseiros e espíritos perturbados, sujeitam-se a todos os riscos: inquéritos penais, depauperamento mediúnico, perversão da faculdade, processos obsessivos.


Pois bem, os três personagens citados — Pablo, Cezarino e Afonsina  —, em vida passada na antiga Roma, com os nomes de — Paulus, Adelfo e Ocea —, viveram pungente drama de amor e traição, e agora se reencontraram em tarefa missionária. 

E numa cena desse livro, intitulada DOENÇAS DO CORPO E DA ALMA, o Dr. Pablo responde à seguinte indagação de Cezarino:

— Que há mais aqui – doenças do corpo ou da alma?

Segue, então, longo e esclarecedor diálogo, de caráter Evangélico-espírita, que transcrevemos abaixo, para reflexão de quantos de nós acreditamos nos Poderes Curadores do Cristo e de seus emissários, no Amor ao Próximo e na Vida Espiritual Futura.


Responde, então, Paulus, o espírito-médico:

— Certamente não haveria doenças no corpo ou distúrbios na mente, se não os houvesse na Alma, é lição basilar nos domínios da Vida Infinita. E você já terá sabido que não há doenças e sim doentes, que todos os vícios — ou virtudes — são do Espírito e não do corpo. Disso sucede que não há cura, pois o que ocorre, a rigor, é um processo de autocura.

Com efeito, Adelfo — me permita chamá-lo assim outra vez, pois eu preciso confirmar a mim mesmo que já o perdoei — Jesus costumava perguntar: — Que queres que eu te faça? [1] Ou, ainda: Queres ficar são? [2] — porque sabia que a cura depende da individualidade. Nem mesmo o Divino Curador sararia alguém que não quisesse curar a si mesmo! O doente tem de se envolver no processo de sua cura, como se fora “médico de si mesmo”, pois, verdadeiramente, Deus, os Espíritos ou qualquer curador não realizam a cura, o que fazem é reforçar ou suplementar na individualidade sua capacidade de autocurar-se. O que muita vez se esquece, ou não se compreende, é que o doente é um Espírito — e os Espíritos são deuses [3], que podem “automedicar-se”, valorizando as próprias energias nos processos saneadores e curativos da alma.

Em suma, cada um de nós pode decidir pela saúde ou pela enfermidade, pelo equilíbrio ou pela perturbação, ou como Salomão um dia expressou:

— O coração alegre é bom remédio, mas o espírito abatido faz secar os ossos. [4]

Adelfo, a verdade há de se revelar em toda parte, é só uma questão de tempo, de evolução. Assim, os conceitos multimilenares de alma sã em corpo são e de que o homem é um ser trino — Espírito, perispírito e corpo — os quais o Espiritismo comprovou e que a medicina da Terra ainda reluta tanto em aceitar, bem como os fatores perispirituais, mentais e emocionais na produção tanto da doença como da cura, que decorrem daquela assertiva, mais dia menos dia vão se tornar lições tão elementares, verdades tão patentes que nem vão constar dos currículos das escolas médicas. 

E, no entanto, esse conhecimento é tão velho! 

Recorde-se que Allan Kardec transcreveu um pensamento de Sócrates, que dizia:

— Se os médicos fracassam na maior parte das doenças, é porque tratam do corpo sem alma, e porque, se o todo não se encontra em bom estado, é impossível que a parte esteja bem. [5]

E o Codificador esclareceu que é o Espiritismo que vem oferecer a chave das relações entre a alma e o corpo, e que o homem fracassará menos somente quando levar em conta a ação do elemento espiritual na economia orgânica.

Perguntei-lhe, então, a razão por que nem todos se curam.

— Por que o Apóstolo dos Gentios não curou Trófimo? [6] – ele, olhando ao longe, devolveu a pergunta. E depois disse:

— Talvez devêssemos refletir sobre esse passo do Cristianismo Primitivo antes de tentar responder uma tal questão. 

Ora, Paulo realizara “milagres” por onde passou — Chipre, Icônio, Listra, Filipos, Corinto, Malta... [7] Em Trôade ressuscitara um menino. [8] Em Éfeso, estranhos tocaram suas vestes e se curaram [9], e, no entanto, ele não curou seu amigo, colaborador e companheiro de viagens! 

E acresça que o apóstolo estava envelhecido e necessitando da ajuda de Trófimo para cumprir a derradeira jornada [10], pois que só Lucas estava com ele! [11] 

E mesmo assim ele não curou Trófimo! Por quê?

Deixou a pergunta no ar, parou por uns instantes, pareceu que meditasse, seus olhos umedeceram, e prosseguiu:

— Como já dissemos, as imperfeições, as deficiências são da alma e nesta é que estão as causas das enfermidades, que em resumo decorrem de desequilíbrios energéticos, que se registram no corpo espiritual, a que a própria individualidade deu — ou dá — causa. Porque as causas podem estar no presente, mas podem ter vindo do passado. Nessa perspectiva, somos frutos daquilo que semeamos [12] alhures, nas longas jornadas reencarnatórias do processo evolutivo. E o que semeamos — nossos atos e pensamentos — refletem-se no perispírito, podendo trazer-lhe benefícios ou lesá-lo. Nesse último caso, tornam-se matrizes energéticas de perturbações, doenças, dores e sofrimentos morais. E se a geratriz dos males está em nosso interior, é preciso antes limpá-lo, para que a cura se processe. [13] Ou seja: — É preciso mudar pensamentos, mudar hábitos, pensar e agir no Bem, para que o processo de cura se instale.

— E, além do fator inescapável da fé [14], em muitos casos, a cura pode decorrer de méritos pessoais do doente, do seu esforço sincero em espiritualizar-se, em renovar-se segundo o preceito do Cristo: Vá e não peques mais! [15] Por outro lado, ainda, é necessário que haja uma adequada conjugação energética enfermo-médium, e que esses se encontrem propícios à cura.

— E, finalmente, Adelfo, não raras vezes, a cura pode ser a doença, conforme Allan Kardec já anotou em O Livro dos Médiuns. [16] E nesse caso, devemos interpretar a enfermidade, entendê-la, buscar suas causas profundas e tantas vezes longínquas. Será preciso ouvir o que a doença quer nos dizer...

— Acima dessa verdade geral e dos fundamentos que já te expus anteriormente, há que considerar ainda certos imprevistos ou acidentes de jornada, provações decorrentes de contingências materiais do próprio planeta, riscos naturais de se viver num mundo material inferior (erros e deficiências médicos, epidemias). [Guimarães, 2014]
..................................................

[1] Lucas 18,41 - [2] João 5,6 - [3] João 10,34 - [4] Provérbios 17,22 - [5] Nota do Editor: O Evangelho segundo o Espiritismo – Introdução – Resumo da Doutrina de Sócrates e Platão, XIX. - [6] Nota do Editor: Erasto ficou em Corinto, e deixei Trófimo doente em Mileto. (Paulo, II Timóteo 4,20) - [7] Atos 15,12; 19;11; 28,9 - [8] Atos 20,9-12 - [9] Atos 19,12 - [10] II Timóteo 4,6-8 - [11] II Timóteo 4,10-12 - [12] Gálatas 6,7 - [13] Mateus 23, 26 - [14] Mateus 8,13; 9,29. Marcos 10,52 - [15] João 5,14; 8,11 - [16] Nota do Editor: Capítulo XIV – Dos Médiuns – n ° 175 - Médiuns curadores.

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O CURANDEIRO DIVINO

 No supracitado livro OS CURADORES DO SENHOR, de Antônio Carlos Guimarães, há outra cena na qual o personagem Cezarino/Adelfo**, que representa o pesquisador de fenômenos psíquicos, conversa com Padre Benedito, o guia espiritual que assiste os trabalhos de cura. Nessa passagem Padre Benedito diz ao médico pesquisador que, no desenvolvimento de seus trabalhos, "não olvidasse nunca a Face do Cristo."

Vejamos esse trecho.


QUANDO TIVE NOVAMENTE oportunidade de palestrar com Padre Benedito, perguntei-lhe sobre as reencarnações a que Abengoza se referira, em que eu, Afonsina e ele – Abengoza − havíamos reencarnados juntos.

O bom padre me disse que as revelações do passado que interessavam já haviam sido feitas e que me concentrasse nas informações de que tinha conhecimento e nas inspirações e intuições que naturalmente aflorariam em minha consciência. O que de fato importava naquele passo de minha vida era que, nas tarefas que assumira no IDMK, à vista das pesquisas do paranormal, explorasse com competência as facetas da Academia e da Ciência, para as quais eu me encontrava preparado, mas que não olvidasse nunca a Face do Cristo, em razão de que o Divino Curandeiro se constitui em esteio de nossos esforços em prol do Bem.   

− Divino Curandeiro? – estranhei a expressão – e Padre Benedito me disse: 

− Sim, Cezarino, ele não foi o primeiro nem o último dos curandeiros, mas sem dúvida é o Curandeiro Inigualável.1 E se nos convoca a que realizemos as curas, como está em tantas passagens do Evangelho 2, é porque nós podemos fazê-lo. Lembre- se da lição da fé e o grão de mostarda. 3

Na verdade, os prodígios que Ele realizou, seus discípulos também os produziram, e bem assim os antepassados dEle – os profetas de Israel – tantas vezes também. O que digo? Não somente no seio do Povo Eleito, mas em todos os quadrantes da Terra, pois a Providência Divina − assim como faz o Pai Celeste com o sol e a chuva da passagem evangélica 4 − derramou seus dons por toda a humanidade. Por isso, há narrações de curas e de milagres nas histórias e culturas de todos os povos.   

Fenômenos paranormais em meio aos povos primitivos – entre eles a existência de feiticeiros-médicos e seus sistemas de curas – são tema de interessante livro de Ernesto Bozzano, autor metapsiquista que se tornou espírita.  5 

No Oriente, a cultura espiritualista da Índia há milênios sorveu dos Vedas – ditados por sábios ditos “videntes” – a revelação do mundo espiritual, da reencarnação, do carma e da consequente medicina ayurvédica. E na China, há registros, de 4.000 anos atrás, da prática do culto dos ancestrais, sendo lá ainda o berço dos inspirados conhecimentos do Tao, que já embebera o Huangdi Neijing, o tratado de medicina mais remoto que se conhece.  

Assim também há notáveis referências a fenômenos paranormais e de taumaturgia na cultura clássica Greco-romana. Recordemos os hinos de Homero 6, as ocorrências narradas por Heródoto ou Plutarco 7, as curas operadas pelo deus Asclépio 8, no âmbito do templo de Epidauro, as maravilhas atribuídas a Apolônio de Tiana, por Filóstrato. 9

Antes de Jesus, entre os profetas hebreus, há registros de inúmeras ações taumatúrgicas. 10 E igualmente nos Evangelhos e nos livros de Atos vamos encontrar os discípulos do Cristo curando pessoas e libertando obsidiados. 11  

Qualquer um que se lance um pouco sobre os textos bíblicos pode constatar isso por si mesmo. Basta ter ouvido de ouvir e olho de ver. 12 E recorde-se que sobre esse ponto Allan Kardec fez valioso resumo, sob a ótica espírita, mostrando que não há milagres – no sentido sobrenatural do termo – e que todos os fenômenos miraculosos se processam dentro das Leis da Natureza. Trata-se de texto fundamental do Espiritismo, teoria basilar de cunho científico e espiritual sobre a questão dos milagres, primorosa lição do Codificador, a quem coube, pela primeira vez na história da Humanidade, interpretar corretamente os “milagres”, revelando os aspectos materiais e espirituais dos fenômenos. 13   

Veja que no início do ministério de Jesus, estando João Batista no cárcere, e tendo ouvido falar das obras de Jesus, enviou discípulos para perguntarem se Ele era o que estava para vir. E o que fez o Mestre antes de confirmar a João que era de fato o Enviado Sublime? Realizou diversas curas! 14 

E, anteriormente a esse episódio, Jesus já não dera a seus apóstolos autoridade sobre espíritos imundos para os expelir, e para curar toda a sorte de doenças e enfermidades? 15

E qual foi sua última promessa, antes da Ascensão, ao se despedir de seus apóstolos? Ele afirmou que esses sinais acompanhariam os que creem em todos os tempos, que estaria com eles até a consumação dos séculos, e que esses novos discípulos, então, em seu Nome, expeliriam demônios, falariam novas línguas, curariam enfermos pela imposição das mãos! 16  

E por que você acha que os “milagres, prodígios e sinais” 17 produzidos pelo Curandeiro Divino são as mais bem documentadas ações dos Evangelhos? Por que são as mais ricas e variadas, possuem tantas testemunhas e foram narradas com imensa riqueza de detalhes? Foi um acaso? Não. Isso se deu porque esses fatos deviam passar aos homens como irrecusáveis, naturais, passíveis de serem efetuados pelos seus seguidores.  

Que haja grande estranhamento dos homens de ciência quanto a esses pontos é de se entender, mas constatar isso tantas vezes entre os que se dizem seguidores do Cristo é incompreensível – pois há entre esses últimos muitos que – na defesa fanática de dogmas envelhecidos – se arremetem enfurecidos sobre os veros fenômenos de cura, com acusações de fraudes, de mistificações, de ações diabólicas.   

E recorde-se que Jesus ensinou textualmente a tolerância e o respeito para com o ministério dos que não pensam ou agem como nós, dizendo aos apóstolos que censuravam um homem que expelia demônios em nome do Cristo: – Quem não é contra nós, é por nós. 18

Mas haverá um dia – muito em breve, creia-me! – em que médicos e cientistas da Terra trabalharão em harmonia e em concurso com os do Plano Espiritual – pois que se trata de uma e da mesma humanidade – na pesquisa das causas e das curas dos males físicos e espirituais do homem, visto que não se pode curar o corpo sem cuidar do Espírito.  

É da Lei que homens da ciência e homens da fé se associem, para que juntos Fé e Ciência possam minorar o sofrimento humano – este que será tanto maior quanto os homens insistirem em olvidar os milenares convites amorosos do Cristo. 19


1 Nota do Editor: Para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta Isaías: Ele tomou sobre si nossas enfermidades e levou as nossas doenças. Mateus 8,17.
2  Mateus 10,1.8 – Lucas 10,9 - João 14,12
3  Mateus 17,20
4 Mateus 5,45
5 Nota do Editor:  Popoli primitivi e manifestazioni supernormali. Edizioni l'Albero, 1941. 
6 Nota do Editor: Ilíada XXIII (A “sombra” de Pátrocolo aparece a Aquiles) – Ilíada XXXIII (Ação apaziguadora de tempestade).
7 Nota do Editor: Narra episódio em que Eliseu de Terina vai a um Templo em que se evocavam os mortos e vê e conversa com a “sombra” do filho Entíneo, morto por envenamento.  
8 Nota do Editor: Veja-se que o deus grego Asclépio foi absorvido pelos latinos com o nome de Esculápio, o deus da medicina na mitologia romana.
9 Nota do Editor: Filóstrato, no Século III, escreveu sua biografia: Vida de Apolônio de Tiana.
10 Vide: I Reis 17,7-16 – 2 Reis 4,1-7; 4,42-44 – I Reis 17,17-24 – II Reis 4,18-37; 20,1-11;  Números 21,6-9
11 Vide:  Mateus 10,8 - Lucas, 9,2;10,9 – Atos 5,12; 8,6-7; 19, 8-16
12  Marcos 8,18; Lucas 8,8
13 Nota do Editor: A Gênese – Parte 2 – Os milagres segundo o Espiritismo.    
14 Nota do Editor: “Naquela mesma hora curou Jesus a muitos de moléstias e flagelos e de espíritos malignos; e deu vista a muitos cegos.”/ “Então Jesus lhes respondeu: Ide, e anunciai a João o que vistes e ouvistes: os cegos veem, os coxos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados...” - Mateus 11,2-6; Lucas 7,18-23 
15 Mateus 10,1 58
16 Marcos 16,15-18; Mateus 28,20 
17 Atos 2,22      
18 Marcos 9,38-39; Lucas 9,49-50
19 Nota do Editor: O Espiritismo e a Ciência se completam mutuamente: a Ciência, sem o Espiritismo, fica impossibilitada de explicar certos fenômenos somente pelas leis da matéria; o Espiritismo, sem a Ciência, careceria de apoio e de controle. (A. KARDEC, A Gênese, Cap. I, n° 16.)


(*) Nessa passagem, o vocábulo curandeiro tem o seguinte significado: Pessoa que se dedica a curar sem ser médico. O que cura sem título nem conhecimentos médicos.  Mas para  os que somos cristãos é certo que Jesus é o Médico dos Médicos.

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REFERÊNCIAS

Autores

♦ ANDRADE, Geziel. Doenças – Cura e Saúde à Luz do Espiritismo – Ed. EME, 1992

♦ FRUCTUOSO, Paulo Cesar. A Face Oculta da Medicina. Lar de Frei Luiz, Rio de Janeiro, 2013

♦ GUIMARÃES. Antônio Carlos. A face desconhecida da mediunidade - A sensibilidade natural que todos possuímos. Editora UICLAP, SP, 2023.

♦ GUIMARÃES, Antônio Carlos. Os Curadores do Senhor - Edição do Autor - Belo Horizonte, 2014

♦ KARDEC, Alan. A Gênese FEB, Brasília, 2009 

♦ KARDEC, Alan. O Livro dos Espíritos. FEB, Brasília, 2006

♦ KARDEC, Alan. O Livro dos Médiuns. LAKE, São Paulo, 1982

♦ KARDEC, Alan. Obras Póstumas. FEB, Brasília, 1973

♦ MORAIS, Regis de. Curar a Vida - Aspectos Mediúnicos. Editora Allan Kardec. Edição do Kindle, 2008

♦ PAPA, Rafael. Medicina Espiritual - Um diálogo com o Espiritismo e médicos espirituais. EME, 2023

♦ PALHANO JR., Lamartine. Dicionário de Filosofia Espírita. Rio, CELD, 1997. 

♦ PALHANO JR., Lamartine. Léxico Kardequiano. Rio, CELD, 1999.

♦ PALHANO JR., Lamartine; SOUZA, Dalva Silva. Magnetismo curador. FESPE, 1993

♦ PAPA, Rafael; LUDWIG, Dr. Curas Espirituais à Luz da Doutrina Espírita. Nova Visão. Edição do Kindle, 2021

♦ RIZZINI, Jorge. O caso Arigó. Supertipo, SP, 1963

♦ TOLEDO RIZZINI, Carlos. A cura pelos fluidos, segundo o Espiritismo. Instituto Maria, Juiz de Fora, 1992

♦ TOURINHO, Nazareno. Edson Queiroz, o novo Arigó dos Espíritos. Correio Fraterno, 1983

Sites

♦ GARCIA, Wilson. As Curas Espirituais - 2015 - https://espirito.org.br/artigos/as-curas-espirituais-2/

♦ GUIMARÃES, Antônio Carlos. A MEDIUNIDADE SEGUNDO O APÓSTOLO PAULO - Sessões mediúnicas nos tempos apostólicos, 2022 - https://guimaguinhas.prosaeverso.net/visualizar.php?idt=5247491

♦ GUIMARÃES, Antônio Carlos. Mediunidade - Pequeno Estudo Introdutório​, 2015a - https://guimaguinhas.prosaeverso.net/visualizar.php?idt=5436835 

♦ GUIMARÃES, Antônio Carlos. O Curandeiro Divino, 2014 - https://guimaguinhas.prosaeverso.net/visualizar.php?idt=4963690 

♦ GUIMARÃES, Antônio Carlos. Vocabulário de Termos da Mediunidade, 2015b - https://guimaguinhas.prosaeverso.net/visualizar.php?idt=5436837

♦ VADE MECUM ESPÍRITA. O Caso de Pindamonhangaba - https://www.vademecumespirita.com.br/o+caso+de+pindamonhangaba.aspx

Outros

♦ CASAS ESPÍRITAS COM ATIVIDADES DE CURA

      ♦ Centro Espírita Cristão Adolfho Fritz - https://www.adolfhofritz.com/

     ♦ Companheiros da Luz - https://www.companheirosdaluz.com.br/

      ♦ Fraternidade Espírita Irmão Glacus - https://www.feig.org.br/

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Menino-Serelepe R$ 46,70